quinta-feira, 6 de março de 2014

10 formas de você convencer seus pais de que vale a pena estudar jornalismo


Vocês já pensaram quantos prédios eu derrubaria se fosse engenheiro civil? Quantos bisturis eu esqueceria dentro de gente inocente se fosse cirurgião? Ser jornalista é um ato de amor à vida alheia.

Quando eu estiver na bancada do Jornal Nacional dizendo boa noite para milhões de brasileiros, a vizinhança toda vai ter inveja de vocês pelo filho que vocês têm. (nota: o único ponto negativo é que no futuro eles vão cobrar isso de você)

Vocês sabem que eu nunca fui bom em nada. Não sei chutar uma bola de futebol e nas Olimpíadas de Matemática da escola eu sempre era eliminado na primeira fase! Pô, a única coisa que faço direito é contar histórias.

Como o meu irmão mais velho já estudou o que vocês queriam, agora eu vou poder estudar o que eu quero, certo? Tipo ser jornalista, certo?

Vocês têm noção de quanto custa uma faculdade de medicina?

Mãe, como jornalista, eu vou descolar convite pra senhora ver o Roberto Carlos no navio. Quando eu estou aqui eu vivo este momento lindo, mãe! Tudo de graça!

Pai, quem é que precisa de dinheiro? Ok, tá, tudo bem, eu preciso de dinheiro, aliás, eu ia até pedir pro senhor me arrumar uma grana agora, mas dinheiro também não é assim tudo nessa vida.

Aí a Mãe Alzira jogou aquelas pedrinhas na mesa, aí a Mãe Alzira soltou aquela fumaça fedida de cigarro na minha cara, aí a Mãe Alzira disse pra mim “mizifia, suncê vai ser jornalista”, aí eu lembrei que a senhora me disse uma vez, mãe, que a Mãe Alzira não falha.

Pai, eu tô na dúvida entre ser stripper e jornalista. Qual profissão o senhor acha que eu devo seguir? (nota: existe, sim, o risco de alguns pais responderem stripper)

Lembram quando vocês me falavam que ler é o máximo? Quando vocês falavam que a gente tem que lutar por um mundo melhor? Buscar sempre a verdade? Agora, não adianta vocês ficarem me olhando torto. A culpa é toda de vocês.


Já comprou o livro do Duda Rangel? Veja aqui como adquirir. Frete grátis para todo o Brasil.


Curta a página do blog no Facebook aqui.

11 comentários:

Meriangela Farias disse...

Pior é o caso do meu pai. Que sempre achou jornalismo profissão "bonita". Ele achava que jornalismo era coisa chique, de gente importante. Hoje fica chocado quando me vê as 4h da madrugada na frente do computador sem sequer pensar em ir dormir. Cadê o glamour, pai? hahhahahaha

Amanda Tracera disse...

Se meus pais um dia te encontrarem na rua, Duda, acho que te batem por você só me fazer ter mais certeza de que o que eu quero mesmo é jornalismo (e ainda me dar uns argumentos ótimos na hora de dizer isso pra eles), hahahaha. Beijo!

Duda Rangel disse...

Meriangela, é o tal choque de realidade. Não há glamour que resista.
Amanda, espero não encontrar teus pais na rua. A não ser que você me proteja :)
Beijos.

Fabiola Silva disse...

Muito Bom! Realmente a maioria das pessoas com que estudo, tem problema com seus pais por escolherem Jornalismo, inclusive eu. Não os convenci, quase que os obriguei, ou estudar jornalismo ou nenhum, é claro que se contentaram com Jornalismo, mesmo. Adorei o post!

Duda Rangel disse...

Oi, Fabiola. Ou jornalismo ou nada, falando grosso com os pais. Outra boa estratégia. Valeu!

Bruna Cardoso disse...

Minha mãe só foi aceitar que eu estava fazendo Jornalismo quando ela me viu pegando quatro ônibus por dia e dois deles lotados; quando ela viu eu chegando as 2h da madrugada em casa; quando, apesar disso tudo, eu chegava em casa sorrindo e contando tudo de bom que aconteceu naquelas quatro aulas. É. Agora ela aceita, e até liga para as amigas dizendo que "a filha é estudante de Jornalismo". Você ainda não viu nada mãe, rs

Ise Silva disse...

Minha mãe ficou brava quando falei que tinha feito inscrição para o vestibular de jornalismo disse até: "Pobre como nós tem que fazer aquilo que dá dinheiro e não aquilo que gosta", mas agora ela tá aceitando, já que viu que não teve jeito, disse até que não posso deixar de fazer a faculdade por causa do trabalho... Duda, amei seu livro, comprei ele em julho ou agosto. Fiquei com o gostinho de "Quero mais", você até autografou para mim pois pedi. Bjos.

Júnia Braga Chaves disse...

Meus pais, principalmente minha mãe, não queriam que eu prestasse jornalismo. Só consegui prestar porque prestei ao mesmo tempo Direito e Jornalismo em faculdades diferentes. Falei que estava nas mãos de Deus: na que eu passasse, eu faria. E graças aos céus que passei na de Jornalismo! hahahaha! Beijos, Duda, você é sempre ótimo!

Duda Rangel disse...

Bruna, esse papo de que estudante de jornalismo tem vida boa é lenda, não é? Que bom que a tua mãe reconhece o teu esforço.
Oi, Ise. Estou muito feliz em saber que você curtiu o livro. Obrigado. Fique à vontade para indicar aos amigos e inimigos :)
Valeu, Júnia. Deus foi camarada com você, hein?
Beijos triplos.

Edilaine Pazini disse...

Quando a gente entra na faculdade, a vontade é de mudar o mundo, sentar na bancada do Jornal Nacional, do Fantástico, ser correspondente em NY.. mas quando a gente se vê com um diploma na mão, um mercado saturado e um piso salarial abaixo de todas as médias, a motivação cai.. Todas as vezes que me sinto desmotivada, dou uma passada aqui no Duda, que sempre me faz lembrar o pq escolhi essa profissão. Não sei o que faria se não fosse jornalista. A gente se f*de, mas se diverte!!!! Hehehe Abraço grande!!!!

Duda Rangel disse...

Edilaine, dificuldades existem em todas as profissões. O lance é não desanimar. Vamos que vamos. Grande abraço.