1. Ficar travadão e não saber como começar o texto.
2. Ter que decifrar as letras apagadas do teclado.
3. Apurar outras duas matérias enquanto escreve.
4. Sofrer pra se concentrar, porque a colega ao lado não pára de brigar com o marido no telefone.
5. Sofrer pra se concentrar, porque o Datena não pára de falar merda na TV.
6. A pressão do chefe pra acabar o texto em cinco minutos.
7. O torpedo do(a) namorado(a): “Vai chegar cedo em casa hoje?”
8. Precisar escrever 40 linhas, mas ter informação só pra 10.
9. Precisar escrever 10 linhas, mas ter informação pra 40.
10. Esquecer onde anotou aquela declaração superimportante.
11. O computador que demora séculos pra salvar um texto.
12. A barriga que ronca de fome.
13. Não poder acessar o Facebook enquanto escreve, porque o deadline não deixa.
14. Não ter tempo de checar a grafia correta de “obsessão”.
15. Por que na adolescência eu não acabei meu curso de datilografia?
16. O torpedo do gerente do banco: “Seu cheque voltou de novo. Me liga.”
17. O sono.
18. A angústia de que a “obra-prima” que você está criando pode não ser lida por ninguém.
19. Descobrir lá pela 39ª linha que aquela matéria de 40 (a que você só tinha 10 linhas de informação, lembra?) caiu.
20. A maldita voz do Datena que continua falando merda na TV.
quinta-feira, 15 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Tudo o que você sempre quis saber sobre jornalismo (mas tinha medo de perguntar)
Praticar jornalismo antes de se formar é pecado?
Não, claro que não. Os tempos mudaram. Tem gente, inclusive, praticando o jornalismo mesmo sem a faculdade, que já é outro extremo. É preciso achar um ponto de equilíbrio ou a coisa vira baixaria. No seu caso, como ainda é jovem e não se formou, pratique o jornalismo, mas vá devagar. Não precisa sair por aí pegando qualquer pauta safada.
Devo usar o gravador com entrevistados de risco?
Óbvio. Entrevista segura sempre. Muitos entrevistados podem alegar depois que não falaram o que falaram e pedir a sua cabeça ao chefe. Com o gravador, você evita as DSTs (Demissões Sacanamente Transmissíveis).
Conheço uma assessora de imprensa que antes era jornalista de redação. Há cinco anos, decidiu fazer a operação para mudança de profissão e hoje se diz mais completa e feliz. Mas tenho dúvidas. Quando a pessoa faz este tipo de mudança não perde o prazer?
Vários trans-jornalistas desempenham ótimo papel como assessores e sentem prazer na nova atividade. É preciso respeitar a diferença. Mais: é preciso um grande processo de inclusão do assessor na sociedade. Quando teremos um assessor numa novela da Globo?
Tenho um fetiche muito grande por emplacar a manchete do jornal. Fico todo excitado, ainda mais se for manchete de domingo. Sou um pervertido?
A excitação pela manchete ou matéria de capa é um transtorno tão comum que chega a ser algo normal para os jornalistas. Doente você seria se não a tivesse.
Publicar notícias com muita rapidez deixa o leitor insatisfeito?
Sim, os leitores ficam na maior vontade por uma matéria mais aprofundada. Uma grande disfunção do jornalismo atual é a ejaculação de informação precoce, que afeta principalmente jornalistas de portais. Invista nas apurações preliminares.
A primeira vez no pescoção dói?
Dói, ô se dói. A primeira, a segunda, a terceira...
Engulo o esporro do editor ou cuspo na cara dele?
Se precisa muito do emprego, engula. E sem fazer cara feia, ok?
É saudável ter fantasias jornalísticas? Eu, por exemplo, sempre me imagino apresentando o Jornal Nacional com a Patrícia Poeta numa ilha deserta.
A realidade é melhor do que qualquer fantasia. Mesmo que seja cobrir a explosão de um bueiro numa rua nada deserta.
Na minha editoria, há apenas homens. É muito comum um comentar o tamanho do lead do outro. O meu é sempre muito pequeno, porque tenho dificuldade de colocar o “como” e o “por quê” logo no primeiro parágrafo. Como aumentar o meu lead?
Não caia na cilada daqueles e-mails “enlarge your lead”, ok? Você nunca ouviu ninguém dizer que não importa o tamanho do lead, mas, sim, o prazer informativo que ele proporciona? A coisa é por aí. De que adiantam leads enormes e bobocas?
Não, claro que não. Os tempos mudaram. Tem gente, inclusive, praticando o jornalismo mesmo sem a faculdade, que já é outro extremo. É preciso achar um ponto de equilíbrio ou a coisa vira baixaria. No seu caso, como ainda é jovem e não se formou, pratique o jornalismo, mas vá devagar. Não precisa sair por aí pegando qualquer pauta safada.
Devo usar o gravador com entrevistados de risco?
Óbvio. Entrevista segura sempre. Muitos entrevistados podem alegar depois que não falaram o que falaram e pedir a sua cabeça ao chefe. Com o gravador, você evita as DSTs (Demissões Sacanamente Transmissíveis).
Conheço uma assessora de imprensa que antes era jornalista de redação. Há cinco anos, decidiu fazer a operação para mudança de profissão e hoje se diz mais completa e feliz. Mas tenho dúvidas. Quando a pessoa faz este tipo de mudança não perde o prazer?
Vários trans-jornalistas desempenham ótimo papel como assessores e sentem prazer na nova atividade. É preciso respeitar a diferença. Mais: é preciso um grande processo de inclusão do assessor na sociedade. Quando teremos um assessor numa novela da Globo?
Tenho um fetiche muito grande por emplacar a manchete do jornal. Fico todo excitado, ainda mais se for manchete de domingo. Sou um pervertido?
A excitação pela manchete ou matéria de capa é um transtorno tão comum que chega a ser algo normal para os jornalistas. Doente você seria se não a tivesse.
Publicar notícias com muita rapidez deixa o leitor insatisfeito?
Sim, os leitores ficam na maior vontade por uma matéria mais aprofundada. Uma grande disfunção do jornalismo atual é a ejaculação de informação precoce, que afeta principalmente jornalistas de portais. Invista nas apurações preliminares.
A primeira vez no pescoção dói?
Dói, ô se dói. A primeira, a segunda, a terceira...
Engulo o esporro do editor ou cuspo na cara dele?
Se precisa muito do emprego, engula. E sem fazer cara feia, ok?
É saudável ter fantasias jornalísticas? Eu, por exemplo, sempre me imagino apresentando o Jornal Nacional com a Patrícia Poeta numa ilha deserta.
A realidade é melhor do que qualquer fantasia. Mesmo que seja cobrir a explosão de um bueiro numa rua nada deserta.
Na minha editoria, há apenas homens. É muito comum um comentar o tamanho do lead do outro. O meu é sempre muito pequeno, porque tenho dificuldade de colocar o “como” e o “por quê” logo no primeiro parágrafo. Como aumentar o meu lead?
Não caia na cilada daqueles e-mails “enlarge your lead”, ok? Você nunca ouviu ninguém dizer que não importa o tamanho do lead, mas, sim, o prazer informativo que ele proporciona? A coisa é por aí. De que adiantam leads enormes e bobocas?
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quinta-feira, 8 de março de 2012
A mulher jornalista
Fica irritadíssima naqueles dias... de plantão.
Vive achando que seu texto está gordo e não cabe em nenhum template.
Demora um tempão em frente à tela experimentando o lead ideal.
Usa a tabelinha de frila do sindicato para evitar a merreca indesejada.
Passa meses gerando algo muito forte dentro de si, tipo uma úlcera nervosa.
Finge sentir prazer ao dividir a pauta com um repórter estrelão.
Assessora de imprensa, amamenta um bando de repórteres famintos e chorões em eventos.
Quando fica puta da vida, muda o tipo de corte que faz no texto dos outros.
É moderna. Já foi o tempo em que só cozinhava informação.
Sempre guarda um bloquinho básico na gaveta.
Sofre de Tensão Pré-Matéria Especial.
Não esconde a ansiedade esperando o “outro lado” ligar.
Fica toda molhadinha quando faz matéria de enchente.
Todo mês sangra. De tanto trabalhar.
Dá à luz um texto lindo, super fofo, cute-cute da mamãe.
Vive achando que seu texto está gordo e não cabe em nenhum template.
Demora um tempão em frente à tela experimentando o lead ideal.
Usa a tabelinha de frila do sindicato para evitar a merreca indesejada.
Passa meses gerando algo muito forte dentro de si, tipo uma úlcera nervosa.
Finge sentir prazer ao dividir a pauta com um repórter estrelão.
Assessora de imprensa, amamenta um bando de repórteres famintos e chorões em eventos.
Quando fica puta da vida, muda o tipo de corte que faz no texto dos outros.
É moderna. Já foi o tempo em que só cozinhava informação.
Sempre guarda um bloquinho básico na gaveta.
Sofre de Tensão Pré-Matéria Especial.
Não esconde a ansiedade esperando o “outro lado” ligar.
Fica toda molhadinha quando faz matéria de enchente.
Todo mês sangra. De tanto trabalhar.
Dá à luz um texto lindo, super fofo, cute-cute da mamãe.
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segunda-feira, 5 de março de 2012
Repórter, o pidão
Repórter pede um pouco de atenção. Duas perguntas, senhor, depois não incomodo mais, não. Pede relato da história, detalhes e opinião. Pede nome completo, idade e profissão. Na muvuca, pede licença, pra não pisar no pé de ninguém. Na muvuca, pede desculpa, porque pisou no pé de alguém. Repórter pede ajuda ao colega assessor, resposta até as 18, sem atraso, por favor. Repórter pede a manchete do caderno à chefia. Pede só mais um minutinho, pra fechar a matéria do dia. Ao motorista do jornal pede pra pauta voar. Pede ajuda a São Longuinho, pra anotação perdida encontrar. Repórter pede o contato de todo tipo de gente, pede dica de personagem. Pede emprego, óbvio. E sempre. Repórter pede chope e porção de calabresa. Pede que o amanhã chegue logo. Com toda a sua certeza. Pede muita compreensão, da família e namorado. E, claro, do tiozinho que cobra o aluguel atrasado. Pede credencial e pede sem fingimento, pede caneta emprestada, pede pedido de aumento. Pede com jeitinho, pede desajeitado. Pede cheio de calma. Pede desesperado. Repórter vive pedindo coisas, quando tem ou não tem trabalho. Pede, pede, pede. Repórter pidão do caralho.
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Quer uma coluna do Duda Rangel?
Quando nasci, Deus, com seu jeitão todo poderoso, foi logo exigindo de mim a primeira grande escolha: “Você quer ter talento para ganhar dinheiro ou quer ser jornalista?”. Eike Batista – soube que ele passou pela mesma situação – cravou, claro, letra A. Eu, ingênuo, respondi sem pensar. O resto da história vocês já conhecem.
Só agora, depois de velho, comecei a perceber que mesmo sem talento a gente pode arriscar e se dar bem, não pode? A Lady Gaga não ganha uma puta grana cantando? E aquele menino? Me fugiu o nome dele agora... Ah, sim, Kayky Brito. Gente, ele é ator! E o Mano Menezes que virou técnico da seleção?
Resolvi, então, arriscar. Com o objetivo de superar a linha da pobreza extrema, criei o projeto “Quer uma coluna do Duda Rangel?”. Se você curte meu blog e gostaria de contar com o humor dele em sua publicação, impressa ou digital, que tal me contratar? Pode ser uma crônica, um conto. Sobre diferentes assuntos.
Apesar de jornalista, sou limpinho. E não mexo na geladeira.
O blog Desilusões perdidas, há pouco mais de três anos no ar, é totalmente gratuito. Logo, preciso de uma grana. Para sobreviver. Para dar uma ração mais digna ao Nestor. Sobre briefing e valor do investimento, é só escrever para dudarangel2008@gmail.com.
Deus, com seu jeitão todo paternal, bem que podia dar uma força.
Só agora, depois de velho, comecei a perceber que mesmo sem talento a gente pode arriscar e se dar bem, não pode? A Lady Gaga não ganha uma puta grana cantando? E aquele menino? Me fugiu o nome dele agora... Ah, sim, Kayky Brito. Gente, ele é ator! E o Mano Menezes que virou técnico da seleção?
Resolvi, então, arriscar. Com o objetivo de superar a linha da pobreza extrema, criei o projeto “Quer uma coluna do Duda Rangel?”. Se você curte meu blog e gostaria de contar com o humor dele em sua publicação, impressa ou digital, que tal me contratar? Pode ser uma crônica, um conto. Sobre diferentes assuntos.
Apesar de jornalista, sou limpinho. E não mexo na geladeira.
O blog Desilusões perdidas, há pouco mais de três anos no ar, é totalmente gratuito. Logo, preciso de uma grana. Para sobreviver. Para dar uma ração mais digna ao Nestor. Sobre briefing e valor do investimento, é só escrever para dudarangel2008@gmail.com.
Deus, com seu jeitão todo paternal, bem que podia dar uma força.
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Ser jornalista é...
Escutar briga de vizinho com um copo na parede.
Curtir muito mais jogar Detetive do que Banco Imobiliário.
Comer coxinha de galinha e arrotar foie gras.
Fazer voto de pobreza, de castidade, de plantão aos domingos.
Ser ranzinza bem antes de ficar velho.
Gostar de ler até bula de remédio.
Sentir-se, pelo menos uma vez na vida, o Clark Kent.
Lamentar, pelo menos umas 500 vezes na vida, ter esquecido de salvar o texto.
Remexer saco de lixo, feito cachorro de rua.
Ter reputação de paquerador de tanto olhar para os lados.
Desafiar o tempo. O tempo todo.
Cobrar escanteio e ir para a área cabecear.
Ser meio dom Quixote, meio Aureliano Buendía.
Viver na rua, mesmo tendo casa e família.
Ganhar medalha de ouro em levantamento de copo.
Ser jornalista até nas horas vagas.
Contar causos fantásticos sem ficar com fama de pescador.
Curtir muito mais jogar Detetive do que Banco Imobiliário.
Comer coxinha de galinha e arrotar foie gras.
Fazer voto de pobreza, de castidade, de plantão aos domingos.
Ser ranzinza bem antes de ficar velho.
Gostar de ler até bula de remédio.
Sentir-se, pelo menos uma vez na vida, o Clark Kent.
Lamentar, pelo menos umas 500 vezes na vida, ter esquecido de salvar o texto.
Remexer saco de lixo, feito cachorro de rua.
Ter reputação de paquerador de tanto olhar para os lados.
Desafiar o tempo. O tempo todo.
Cobrar escanteio e ir para a área cabecear.
Ser meio dom Quixote, meio Aureliano Buendía.
Viver na rua, mesmo tendo casa e família.
Ganhar medalha de ouro em levantamento de copo.
Ser jornalista até nas horas vagas.
Contar causos fantásticos sem ficar com fama de pescador.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Retrato do jornalista quando velho
Coloque numa mesa de bar alguns jornalistas velhos. Uns três ou quatro. Preste atenção que a conversa vai girar quase toda sobre as histórias vividas. “Los viejos nos entretenemos con los tiempos idos”, já escreveu o chileno Roberto Bolaño. A vida do jornalista fica impregnada na memória, como cheiro de cigarro na camisa. Uma vez contador de causos, sempre contador de causos. De causos pitorescos, de preferência.
– Vocês se lembram daquela moça do caderno de Geral, uma baixinha, que era casada com o gordo do arquivo?
– A Nádia?
– Não, a Nádia era casada com um fotógrafo.
– Ah, sim, a Lurdes. O gordo do arquivo era o Pedrão.
– Porra, Lurdes, essa mesmo. Vocês se lembram da merda que ela fez uma vez?
– A história do release falso?
– Essa mesmo. Alguém escreveu um release falso sobre um remédio que causava impotência, só pra sacanear o Célio, um esquisito, hipocondríaco, que tomava o tal remédio. Mas era só pra sacanear o Célio. Aí a Lurdes encontra o release e publica a porra da informação falsa. Deu a maior merda com o laboratório.
– Putz, verdade. Eu me lembro dessa história. E quem escreveu o release falso foi o Evaldo.
– Que Evaldo? O viado?
– O Evaldo era viado?
– Ah, todo mundo falava que ele tinha um caso com o carequinha de Esportes, o...
– O Ronaldo?
– Ronaldo!
– Caraca, essa eu não sabia. Eu jurava que o Ronaldo comia a Nádia, a mulher do fotógrafo.
– Não sei se era viado, mas o Ronaldo era o cara que pegava a grana do táxi e ia pra pauta de ônibus. Só para embolsar a grana.
– Vocês se lembram daquela moça do caderno de Geral, uma baixinha, que era casada com o gordo do arquivo?
– A Nádia?
– Não, a Nádia era casada com um fotógrafo.
– Ah, sim, a Lurdes. O gordo do arquivo era o Pedrão.
– Porra, Lurdes, essa mesmo. Vocês se lembram da merda que ela fez uma vez?
– A história do release falso?
– Essa mesmo. Alguém escreveu um release falso sobre um remédio que causava impotência, só pra sacanear o Célio, um esquisito, hipocondríaco, que tomava o tal remédio. Mas era só pra sacanear o Célio. Aí a Lurdes encontra o release e publica a porra da informação falsa. Deu a maior merda com o laboratório.
– Putz, verdade. Eu me lembro dessa história. E quem escreveu o release falso foi o Evaldo.
– Que Evaldo? O viado?
– O Evaldo era viado?
– Ah, todo mundo falava que ele tinha um caso com o carequinha de Esportes, o...
– O Ronaldo?
– Ronaldo!
– Caraca, essa eu não sabia. Eu jurava que o Ronaldo comia a Nádia, a mulher do fotógrafo.
– Não sei se era viado, mas o Ronaldo era o cara que pegava a grana do táxi e ia pra pauta de ônibus. Só para embolsar a grana.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Clássicos jornalísticos do axé
Porra de matéria
(versão de Dança da Manivela, de Asa de Águia)
Eu vou perguntar pra foca, meu amor (meu amor)
Mas que porra de matéria ela entregou (mas que matéria)
Eu vou perguntar pra foca, meu amor (meu amor)
Mas que porra de matéria ela entregou.
Dizendo que aqui tá fraco, lá tá ruim
Muito fraco, muito ruim
Aqui tá fraco, lá tá ruim
Muito fraco, muito ruim.
Muda o leadzinho dela
Limpa os errinhos dela
Corta o pezinho dela
Reescreve mais um pouquinho.
Carteirada na Festa
(versão de Festa, de Ivete Sangalo)
Hoje tem festa bacana
Comida pra se fartar
Carteirinha da Fenaj
Claro que eu vou usar.
Tem prosecco, sim, senhor
Croissant e canapé
Boca é livre, meu amor
Hoje é noite de filé
Vai lá, pra ver...
Repórter sem trabalhar
Só pra comer e beber
O assessor já mandou me chamar
Avisou! Avisou! Avisou! Avisou!
Carteirada na festa
Eu vou dar
Até o segurança
Mandou liberar.
Que vida louca
(versão de Levada louca, de Ivete Sangalo)
Rale, rale, rale
Trabalhe sem bico de choro
Cheque, cheque, cheque
Até o dia nascer.
Que vida louca
Que vida louca
Que vida louca
De matar.
Pauteira
(versão de Sorte Grande ou Poeira, de Ivete Sangalo)
Pauteira
Pauteira
Pauteira
Liga pra pauteira!
Lá na rosca
(versão de Céu da Boca, de Ivete Sangalo)
Qual o jornalista que nunca levou na rosca?
Qual o jornalista que nunca levou na rosca?
Lá na rosca, lá na rosca!
Lá na rosca, lá na rosca!
Pescoceition
(versão de Rebolation, de Parangolé)
Enche a cara de café que vai começar...
O pescoceition, tion, o pescoceition
O pescoceition, tion, o pescoceition.
Domingão, carnaval e Natal
(versão de Paz, carnaval, futebol, de Babado Novo)
Domingão, carnaval e Natal
Plantão em feriado é sacal
Carnaval, no Natal, pior é quando ainda faz um sol.
Furinho na mão
(versão de Carrinho de mão, de Terra Samba)
Furinho na mão, padá
Padá, padá, bá!
Furinho na mão, padá
Só falta checá.
Frila
(versão de Milla, de Netinho)
Ô, frila
Só mais uma noite
Dez laudas pra escrever
Texto pé no saco
Por um fee bem safado
Só no café requentado
No maior baixo-astral.
Já é madrugada
Não consigo acabar
Vejo estrelas caindo
Ouço o galo cantar
Eu e você... e o omeprazol
E o omeprazol.
Cheque especial
(versão de Água Mineral, de Carlinhos Brown)
Pagou o aluguel? Não!
Tá sem grana? Tô!
Olha, olha, olha, olha o cheque especial
Cheque especial
Cheque especial
Cheque especial
Com juro espacial
Depois você se dá mal.
Salário Ruim Demais
(versão de Ara Ketu Bom Demais, de Araketu)
Nem dá pra te dizer
O salário que eu vou ganhar
Não dá, não dá, não dá, não dá.
Nem dá pra te dizer
O salário que eu vou ganhar
Não dá, não dá, não dá, não dá.
Só sei
Que o rosto enrubesce
Coragem desaparece
Vergonha do cacete é o meu drama
Entendi por que o povo reclama
Pra lixeiro pagam mais
Só sei
Que meu salário é ruim demais.
Ê, ô, ê, ô
Ganho o pisô, ganho o pisô
Ê, ô, ê, ô
Ganho o pisô, ganho o pisô.
Sou jornaleiro
(versão de Sou praieiro, de Jammil e Uma Noites)
Sou guerreiro
Jornaleiro
Jabazeiro
Quero mais o quê?
Sou guerreiro
Jornaleiro
Jabazeiro
Quero mais o quê?
(versão de Dança da Manivela, de Asa de Águia)
Eu vou perguntar pra foca, meu amor (meu amor)
Mas que porra de matéria ela entregou (mas que matéria)
Eu vou perguntar pra foca, meu amor (meu amor)
Mas que porra de matéria ela entregou.
Dizendo que aqui tá fraco, lá tá ruim
Muito fraco, muito ruim
Aqui tá fraco, lá tá ruim
Muito fraco, muito ruim.
Muda o leadzinho dela
Limpa os errinhos dela
Corta o pezinho dela
Reescreve mais um pouquinho.
Carteirada na Festa
(versão de Festa, de Ivete Sangalo)
Hoje tem festa bacana
Comida pra se fartar
Carteirinha da Fenaj
Claro que eu vou usar.
Tem prosecco, sim, senhor
Croissant e canapé
Boca é livre, meu amor
Hoje é noite de filé
Vai lá, pra ver...
Repórter sem trabalhar
Só pra comer e beber
O assessor já mandou me chamar
Avisou! Avisou! Avisou! Avisou!
Carteirada na festa
Eu vou dar
Até o segurança
Mandou liberar.
Que vida louca
(versão de Levada louca, de Ivete Sangalo)
Rale, rale, rale
Trabalhe sem bico de choro
Cheque, cheque, cheque
Até o dia nascer.
Que vida louca
Que vida louca
Que vida louca
De matar.
Pauteira
(versão de Sorte Grande ou Poeira, de Ivete Sangalo)
Pauteira
Pauteira
Pauteira
Liga pra pauteira!
Lá na rosca
(versão de Céu da Boca, de Ivete Sangalo)
Qual o jornalista que nunca levou na rosca?
Qual o jornalista que nunca levou na rosca?
Lá na rosca, lá na rosca!
Lá na rosca, lá na rosca!
Pescoceition
(versão de Rebolation, de Parangolé)
Enche a cara de café que vai começar...
O pescoceition, tion, o pescoceition
O pescoceition, tion, o pescoceition.
Domingão, carnaval e Natal
(versão de Paz, carnaval, futebol, de Babado Novo)
Domingão, carnaval e Natal
Plantão em feriado é sacal
Carnaval, no Natal, pior é quando ainda faz um sol.
Furinho na mão
(versão de Carrinho de mão, de Terra Samba)
Furinho na mão, padá
Padá, padá, bá!
Furinho na mão, padá
Só falta checá.
Frila
(versão de Milla, de Netinho)
Ô, frila
Só mais uma noite
Dez laudas pra escrever
Texto pé no saco
Por um fee bem safado
Só no café requentado
No maior baixo-astral.
Já é madrugada
Não consigo acabar
Vejo estrelas caindo
Ouço o galo cantar
Eu e você... e o omeprazol
E o omeprazol.
Cheque especial
(versão de Água Mineral, de Carlinhos Brown)
Pagou o aluguel? Não!
Tá sem grana? Tô!
Olha, olha, olha, olha o cheque especial
Cheque especial
Cheque especial
Cheque especial
Com juro espacial
Depois você se dá mal.
Salário Ruim Demais
(versão de Ara Ketu Bom Demais, de Araketu)
Nem dá pra te dizer
O salário que eu vou ganhar
Não dá, não dá, não dá, não dá.
Nem dá pra te dizer
O salário que eu vou ganhar
Não dá, não dá, não dá, não dá.
Só sei
Que o rosto enrubesce
Coragem desaparece
Vergonha do cacete é o meu drama
Entendi por que o povo reclama
Pra lixeiro pagam mais
Só sei
Que meu salário é ruim demais.
Ê, ô, ê, ô
Ganho o pisô, ganho o pisô
Ê, ô, ê, ô
Ganho o pisô, ganho o pisô.
Sou jornaleiro
(versão de Sou praieiro, de Jammil e Uma Noites)
Sou guerreiro
Jornaleiro
Jabazeiro
Quero mais o quê?
Sou guerreiro
Jornaleiro
Jabazeiro
Quero mais o quê?
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
10 dicas para uma boa cobertura de carnaval
Um post jornalístico-carnavalesco para relembrar.
1. Seja na avenida, num baile de salão ou atrás de um trio elétrico, tente fugir das perguntas óbvias quando for entrevistar um folião. Pelo amor de Deus, nada de “muita emoção?” ou “curtindo o carnaval?” ou ainda “e essa energia tem hora pra acabar?”.
2. Evite os personagens manjados, como o gari que samba feliz; o rapaz que sofre para empurrar o carro alegórico, mas faz isso pelo amor à escola de samba; ou a tiazinha gorda na arquibancada do sambódromo que não perde o pique apesar da chuva.
3. Entrevistar um carnavalesco não é missão fácil. Para se ter uma dimensão da encrenca, esse povo tem o ego maior do que o de nós, jornalistas. Seja cauteloso nas perguntas para não magoá-lo e correr o risco de presenciar um dos maiores pitis de sua vida.
4. Se for entrevistar (sub)celebridades em bailes, na concentração ou em camarotes de cervejaria, cheque o nome da pessoa antes de entrar ao vivo na TV. E fale apenas com gente interessante. Não caia naquela lorota dos “projetos artísticos sigilosos”.
5. Não se revolte se esbarrar numa Carla Perez trabalhando como repórter ao seu lado. Pensamentos ruins, como “nosso diploma não vale nada mesmo” ou “poderia ter gastado a grana da faculdade numa lipo”, vão atrapalhar a sua concentração.
6. É fundamental ter cuidados com a voz. Fazer perguntas gritando, em meio ao barulho, deixa qualquer um rouco. Neste caso, não é considerada prática antiética levar a boca para bem perto da orelha do entrevistado. Mas sem enfiar a língua, ok?
7. Prepare-se para todo tipo de adversidade – chuva, sol, altos decibéis de música sem parar, cheiro insuportável de mijo nas ruas, cantadas de baixo nível e, claro, piadinhas como “aí, jornalista, trabalhando no carnaval! Se fodeu, hein?”.
8. No dia da apuração do bloco especial, é conveniente trabalhar com protetores de cabeça e maxilar (como os de pugilistas). Apuração é sempre aquela briga e tumulto de repórteres querendo falar com o presidente da escola campeã ou rebaixada.
9. Se você odeia samba ou axé, cobrir o carnaval ouvindo rock no MP3 player é uma ótima dica. Só não esqueça de tirar os fones do ouvido na hora de uma entrevista. Uma desintoxicação pós-festa (não ouvir Ivete Sangalo durante a quaresma) também é uma boa.
10. Se você é casado, nada de ficar ligando pra casa a todo o momento pra saber se sua mulher ou seu marido está se comportando. Relaxe! E por que não prestar atenção naquela diabinha safada ou no bombeiro musculoso? Afinal é carnaval.
1. Seja na avenida, num baile de salão ou atrás de um trio elétrico, tente fugir das perguntas óbvias quando for entrevistar um folião. Pelo amor de Deus, nada de “muita emoção?” ou “curtindo o carnaval?” ou ainda “e essa energia tem hora pra acabar?”.
2. Evite os personagens manjados, como o gari que samba feliz; o rapaz que sofre para empurrar o carro alegórico, mas faz isso pelo amor à escola de samba; ou a tiazinha gorda na arquibancada do sambódromo que não perde o pique apesar da chuva.
3. Entrevistar um carnavalesco não é missão fácil. Para se ter uma dimensão da encrenca, esse povo tem o ego maior do que o de nós, jornalistas. Seja cauteloso nas perguntas para não magoá-lo e correr o risco de presenciar um dos maiores pitis de sua vida.
4. Se for entrevistar (sub)celebridades em bailes, na concentração ou em camarotes de cervejaria, cheque o nome da pessoa antes de entrar ao vivo na TV. E fale apenas com gente interessante. Não caia naquela lorota dos “projetos artísticos sigilosos”.
5. Não se revolte se esbarrar numa Carla Perez trabalhando como repórter ao seu lado. Pensamentos ruins, como “nosso diploma não vale nada mesmo” ou “poderia ter gastado a grana da faculdade numa lipo”, vão atrapalhar a sua concentração.
6. É fundamental ter cuidados com a voz. Fazer perguntas gritando, em meio ao barulho, deixa qualquer um rouco. Neste caso, não é considerada prática antiética levar a boca para bem perto da orelha do entrevistado. Mas sem enfiar a língua, ok?
7. Prepare-se para todo tipo de adversidade – chuva, sol, altos decibéis de música sem parar, cheiro insuportável de mijo nas ruas, cantadas de baixo nível e, claro, piadinhas como “aí, jornalista, trabalhando no carnaval! Se fodeu, hein?”.
8. No dia da apuração do bloco especial, é conveniente trabalhar com protetores de cabeça e maxilar (como os de pugilistas). Apuração é sempre aquela briga e tumulto de repórteres querendo falar com o presidente da escola campeã ou rebaixada.
9. Se você odeia samba ou axé, cobrir o carnaval ouvindo rock no MP3 player é uma ótima dica. Só não esqueça de tirar os fones do ouvido na hora de uma entrevista. Uma desintoxicação pós-festa (não ouvir Ivete Sangalo durante a quaresma) também é uma boa.
10. Se você é casado, nada de ficar ligando pra casa a todo o momento pra saber se sua mulher ou seu marido está se comportando. Relaxe! E por que não prestar atenção naquela diabinha safada ou no bombeiro musculoso? Afinal é carnaval.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Já tive matérias...
Matérias (versão de Mulheres)
Martinho da Vila
Já tive matérias do tipo atrevida,
Do tipo de capa, do tipo não-lida.
Bem fria, bem quente, com final feliz.
Matéria-release, de tudo eu já fiz.
Matérias bem longas, matérias cortadas.
Matérias roubadas que rolam demais,
Mas nenhuma delas me faz tão feliz
Quando um furo ela traz.
Martinho da Vila
Já tive matérias do tipo atrevida,
Do tipo de capa, do tipo não-lida.
Bem fria, bem quente, com final feliz.
Matéria-release, de tudo eu já fiz.
Matérias bem longas, matérias cortadas.
Matérias roubadas que rolam demais,
Mas nenhuma delas me faz tão feliz
Quando um furo ela traz.
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
O jornalismo sem pretérito. E sem futuro
Os empresários do atacante teriam se reunido com o clube espanhol e, na conversa, teriam definido o valor da transferência.
O senador teria admitido a amigos que teria encontrado o lobista uma única vez em Brasília.
O craque do Flamengo teria sido visto aos beijos com uma loira numa praia da Barra.
A atriz teria sido internada numa clínica em Los Angeles.
O aposentado teria reagido ao assaltante, que teria feito três disparos. O aposentado teria chegado já sem vida ao hospital.
A dançarina estaria separada do pagodeiro desde o início do ano.
Em reunião fechada, o ministro teria manifestado interesse em candidatar-se na próxima eleição.
Excesso de gases teria sido a causa da explosão de restaurante especializado em feijoada.
O craque do Flamengo teria sido visto aos beijos com uma morena na concentração do time.
A dançarina não estaria mais separada do pagodeiro.
O casal de BBBs teria feito sexo sob o edredom. A polêmica é que, durante o ato, ela estaria lendo um livro de poesia.
O jornalismo teria confidenciado a interlocutores que não agüenta mais esse tal futuro do pretérito.
O senador teria admitido a amigos que teria encontrado o lobista uma única vez em Brasília.
O craque do Flamengo teria sido visto aos beijos com uma loira numa praia da Barra.
A atriz teria sido internada numa clínica em Los Angeles.
O aposentado teria reagido ao assaltante, que teria feito três disparos. O aposentado teria chegado já sem vida ao hospital.
A dançarina estaria separada do pagodeiro desde o início do ano.
Em reunião fechada, o ministro teria manifestado interesse em candidatar-se na próxima eleição.
Excesso de gases teria sido a causa da explosão de restaurante especializado em feijoada.
O craque do Flamengo teria sido visto aos beijos com uma morena na concentração do time.
A dançarina não estaria mais separada do pagodeiro.
O casal de BBBs teria feito sexo sob o edredom. A polêmica é que, durante o ato, ela estaria lendo um livro de poesia.
O jornalismo teria confidenciado a interlocutores que não agüenta mais esse tal futuro do pretérito.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Marchinhas jornalísticas de carnaval
As marchinhas voltaram. Hora de botar o bloquinho na rua.
Me dá um frila aí (versão de Me dá um dinheiro aí)
Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí
Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí.
Não vai dar?
Não vai dar, não?
Vou te ligar e ir à redação
Te enlouquecer de tanto insistir
Me dá, me dá, me dá (oi)
Me dá um frila aí.
A audiência do jornal (versão de A pipa do vovô)
A audiência do jornal não sobe mais
A audiência do jornal não sobe mais
Apesar de explorar só desgraça
O jornal já perdeu o seu gás.
Ele tentou uma chacinazinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha
Ele tentou mais uma enchentezinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha.
Passaralho (versão de Saca-rolha)
Cabeças vão rolar
Um pé na bunda eu não quero é levar
É o passa-passa-passa-passa-passaralho
Vamos saber quem vai sobrar!
Imprensa não é livre (versão de Cachaça não é água)
Você pensa que a imprensa é livre?
Imprensa não é livre, não.
Ser livre é falar verdades
Sem medo de uma demissão.
Ô, produtor (versão de Allah-lá-ô)
Ô, produtor, ô ô ô ô ô ô
Tu demorô, ô ô ô ô ô ô
Pra agendar a entrevista que me falta
A rival foi mais esperta
E furou a nossa pauta.
Pauteira (versão de Jardineira)
- Minha pauteira, por que estás tão triste?
Mas que tragédia não aconteceu?
- Não teve enchente, nem caiu barraco
Nenhum incêndio e ninguém morreu.
Nenhum riso (versão de Máscara negra)
Nenhum riso, ó, nem alegria
Mais de dez palhaços de plantão
Todo mundo festejando o carnaval na avenida
E a gente na redação.
Salário do Zezé (versão de Cabeleira do Zezé)
Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?! (jor-na-lis-ta)
Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?!
Será que ele ganha o piso?
Será que ele é muito ralé?
Parece repórter de rádio
Mas isso eu não sei se ele é.
Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele!
Me dá um frila aí (versão de Me dá um dinheiro aí)
Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí
Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí.
Não vai dar?
Não vai dar, não?
Vou te ligar e ir à redação
Te enlouquecer de tanto insistir
Me dá, me dá, me dá (oi)
Me dá um frila aí.
A audiência do jornal (versão de A pipa do vovô)
A audiência do jornal não sobe mais
A audiência do jornal não sobe mais
Apesar de explorar só desgraça
O jornal já perdeu o seu gás.
Ele tentou uma chacinazinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha
Ele tentou mais uma enchentezinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha.
Passaralho (versão de Saca-rolha)
Cabeças vão rolar
Um pé na bunda eu não quero é levar
É o passa-passa-passa-passa-passaralho
Vamos saber quem vai sobrar!
Imprensa não é livre (versão de Cachaça não é água)
Você pensa que a imprensa é livre?
Imprensa não é livre, não.
Ser livre é falar verdades
Sem medo de uma demissão.
Ô, produtor (versão de Allah-lá-ô)
Ô, produtor, ô ô ô ô ô ô
Tu demorô, ô ô ô ô ô ô
Pra agendar a entrevista que me falta
A rival foi mais esperta
E furou a nossa pauta.
Pauteira (versão de Jardineira)
- Minha pauteira, por que estás tão triste?
Mas que tragédia não aconteceu?
- Não teve enchente, nem caiu barraco
Nenhum incêndio e ninguém morreu.
Nenhum riso (versão de Máscara negra)
Nenhum riso, ó, nem alegria
Mais de dez palhaços de plantão
Todo mundo festejando o carnaval na avenida
E a gente na redação.
Salário do Zezé (versão de Cabeleira do Zezé)
Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?! (jor-na-lis-ta)
Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?!
Será que ele ganha o piso?
Será que ele é muito ralé?
Parece repórter de rádio
Mas isso eu não sei se ele é.
Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele!
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
As jornalistas
Post inspirado na obra de Sérgio Porto e na minissérie da Globo.
A estressada do Fechamento
A maluquete de Cultura
A sem-diploma da Sapucaí
A desinibida da Assessoria
A corajosa de Polícia
A lésbica da Fotografia
A namoradinha do Senador
A anarquista do D.A.
A esquartejadora da Edição
A piriguete do Aguinaldo
A despautada da Economia
A pioneira do Rádio Esportivo
A descapitalizada da Blogosfera
A viúva do Copydesk
A suburbana do Coquetel de Lançamento
A investigativa do Twitter
A fofoqueira da TV
A faz-tudo do Jornal do Interior
A sacoleira da São Paulo Fashion Week
A indecisa do Toddynho
A setorista do Papa
A estressada do Fechamento
A maluquete de Cultura
A sem-diploma da Sapucaí
A desinibida da Assessoria
A corajosa de Polícia
A lésbica da Fotografia
A namoradinha do Senador
A anarquista do D.A.
A esquartejadora da Edição
A piriguete do Aguinaldo
A despautada da Economia
A pioneira do Rádio Esportivo
A descapitalizada da Blogosfera
A viúva do Copydesk
A suburbana do Coquetel de Lançamento
A investigativa do Twitter
A fofoqueira da TV
A faz-tudo do Jornal do Interior
A sacoleira da São Paulo Fashion Week
A indecisa do Toddynho
A setorista do Papa
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Minorias
O repórter heterossexual de Cultura
– Eu desconfio que o Carlão é.
– Hetero?
– Nunca viram o jeito como ele fala de futebol?
– Ai, que maldade. De repente, ele curte ver as coxas dos bofes.
– Ele sabe o que é impedimento.
– Gente, nada a ver, o Carlão a-do-ra teatro, moda...
– Fachada. Conheço esse tipo de hetero enrustido.
O único assessor de imprensa num BBB só com jornalistas de redação
(Notem como o assessor é discriminado)
(Jornalista 1): Meu voto vai pro assessor, porque numa escala de afinidade é o que eu menos gosto.
(Jornalista 2): Oi, Bial, oi, Brasil, eu vou votar no assessor de imprensa. Tá rolando um estresse aqui na casa. Bial, ele só quer trabalhar até as 6 da tarde da sexta. Não faz nada no fim de semana, não lava um prato, uma cueca.
(Jornalista 3): Hoje, eu voto no assessor de imprensa, porque, na semana passada, ele prometeu dar o anjo com exclusividade para uns três jornalistas. Sacanagem, Bial.
O repórter que recebe a grana do frila sem atraso
– Beto, vai pagar o chope da galera, sim, senhor!
– Peraí. Vamos dividir esse negócio.
– Dividir nada. Você é único da mesa que faz frila e recebe certinho, não é? Tá sempre com a grana.
– Mas...
– Ô, Beto, eu demoro uns três meses pra receber um frila, quando recebo. E ainda me pedem uma porrada de mudança no texto.
– E eu, gente, que só vou receber daquela revista esotérica na próxima lua minguante. Aliás, alguém aí sabe quando é a próxima lua minguante?
– Eu desconfio que o Carlão é.
– Hetero?
– Nunca viram o jeito como ele fala de futebol?
– Ai, que maldade. De repente, ele curte ver as coxas dos bofes.
– Ele sabe o que é impedimento.
– Gente, nada a ver, o Carlão a-do-ra teatro, moda...
– Fachada. Conheço esse tipo de hetero enrustido.
O único assessor de imprensa num BBB só com jornalistas de redação
(Notem como o assessor é discriminado)
(Jornalista 1): Meu voto vai pro assessor, porque numa escala de afinidade é o que eu menos gosto.
(Jornalista 2): Oi, Bial, oi, Brasil, eu vou votar no assessor de imprensa. Tá rolando um estresse aqui na casa. Bial, ele só quer trabalhar até as 6 da tarde da sexta. Não faz nada no fim de semana, não lava um prato, uma cueca.
(Jornalista 3): Hoje, eu voto no assessor de imprensa, porque, na semana passada, ele prometeu dar o anjo com exclusividade para uns três jornalistas. Sacanagem, Bial.
O repórter que recebe a grana do frila sem atraso
– Beto, vai pagar o chope da galera, sim, senhor!
– Peraí. Vamos dividir esse negócio.
– Dividir nada. Você é único da mesa que faz frila e recebe certinho, não é? Tá sempre com a grana.
– Mas...
– Ô, Beto, eu demoro uns três meses pra receber um frila, quando recebo. E ainda me pedem uma porrada de mudança no texto.
– E eu, gente, que só vou receber daquela revista esotérica na próxima lua minguante. Aliás, alguém aí sabe quando é a próxima lua minguante?
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
O juramento do jornalista
Juro (sem cruzar os dedos) ser um jornalista responsável e comprometido com a verdade.
Juro ouvir o outro lado. Mas só até o fechamento da edição.
Juro respeitar os valores aprendidos na faculdade, como não roubar no jogo de truco, nem chamar o adversário de “marreco”.
Juro não chorar se receber cinco pautas num mesmo dia.
Juro (cruzando os dedos) usar a carteira da Fenaj apenas nos eventos em que estiver a trabalho.
Juro honrar a tradição jornalística de comer porcaria em botecos de má reputação.
Juro não cobiçar a pauta alheia.
Juro não ficar contando piadinhas em velórios de gente famosa, com exceção do velório do Gilmar Mendes.
Juro não praticar jornalismo sensacionalista, a menos que a audiência esteja muito fraca.
Juro (cruzando os dedos das duas mãos) recusar todo tipo de jabá em coletivas de imprensa.
Juro não rasgar o meu diploma, apesar da vontade que vai me dar de vez em quando.
Juro encher de porrada o não-jornalista que falar mal da minha profissão.
Juro não esmorecer nos dias mais difíceis da carreira, que serão praticamente todos os dias.
Juro ser um jornalista etílico e, claro, ético também.
Juro que esta é a última vez que eu juro tanta coisa ao mesmo tempo. Ô, troço chato!
Juro ouvir o outro lado. Mas só até o fechamento da edição.
Juro respeitar os valores aprendidos na faculdade, como não roubar no jogo de truco, nem chamar o adversário de “marreco”.
Juro não chorar se receber cinco pautas num mesmo dia.
Juro (cruzando os dedos) usar a carteira da Fenaj apenas nos eventos em que estiver a trabalho.
Juro honrar a tradição jornalística de comer porcaria em botecos de má reputação.
Juro não cobiçar a pauta alheia.
Juro não ficar contando piadinhas em velórios de gente famosa, com exceção do velório do Gilmar Mendes.
Juro não praticar jornalismo sensacionalista, a menos que a audiência esteja muito fraca.
Juro (cruzando os dedos das duas mãos) recusar todo tipo de jabá em coletivas de imprensa.
Juro não rasgar o meu diploma, apesar da vontade que vai me dar de vez em quando.
Juro encher de porrada o não-jornalista que falar mal da minha profissão.
Juro não esmorecer nos dias mais difíceis da carreira, que serão praticamente todos os dias.
Juro ser um jornalista etílico e, claro, ético também.
Juro que esta é a última vez que eu juro tanta coisa ao mesmo tempo. Ô, troço chato!
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
O jornalismo é como a poesia
O jornalismo e a poesia.
Dor. Lamentação.
Utopia.
A poesia tem paixão,
tem noite maldormida.
Tem corno de plantão.
Quem nunca escreveu versinhos numa tarde de solidão?
E o jornalismo, o que dizer desse cara então?
Tem tudo que a poesia tem.
É caso sem solução.
O jornalismo e a poesia.
Malditos. Marginais.
Vida na periferia.
Em um sebo é lá no fundo,
beeeeem no fuuuuundo...
que fica a poesia.
Mais longe que enciclopédia. Estante de Biologia.
O jornalismo é igualzinho, parece que causa alergia.
Vive sempre em quarentena.
Estranha patologia.
O jornalismo e a poesia.
Inspiração. Beleza.
Magia.
A poesia é urgente,
tem denúncia, apelo.
Tem palavra envolvente.
Quando lida ou cantada fica toda atraente.
Jornalismo é irmão gêmeo, não é nada diferente.
Incomoda e transforma.
Mexe com a alma da gente.
Dor. Lamentação.
Utopia.
A poesia tem paixão,
tem noite maldormida.
Tem corno de plantão.
Quem nunca escreveu versinhos numa tarde de solidão?
E o jornalismo, o que dizer desse cara então?
Tem tudo que a poesia tem.
É caso sem solução.
O jornalismo e a poesia.
Malditos. Marginais.
Vida na periferia.
Em um sebo é lá no fundo,
beeeeem no fuuuuundo...
que fica a poesia.
Mais longe que enciclopédia. Estante de Biologia.
O jornalismo é igualzinho, parece que causa alergia.
Vive sempre em quarentena.
Estranha patologia.
O jornalismo e a poesia.
Inspiração. Beleza.
Magia.
A poesia é urgente,
tem denúncia, apelo.
Tem palavra envolvente.
Quando lida ou cantada fica toda atraente.
Jornalismo é irmão gêmeo, não é nada diferente.
Incomoda e transforma.
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
50 manias típicas de jornalista
1. Mania de guardar recorte de matéria pra nunca mais ler.
2. Mania de reclamar demais.
3. Mania de passar a madrugada na internet, mesmo depois de um dia intenso de trabalho.
4. Mania de tomar remédio pra dormir.
5. Mania de achar que sabe tudo.
6. Mania de ter opinião sobre tudo.
7. Mania de se sentir perseguido por todos.
8. Mania de querer salvar o mundo.
9. Mania de liberdade.
10. Mania de acreditar que um dia a coisa melhora.
11. Mania de recorrer a velhos clichês na hora de escrever uma matéria.
12. Mania de ajeitar o cabelo um milhão de vezes antes do link.
13. Mania de dar carteirada.
14. Mania de comer e escrever um texto ao mesmo tempo.
15. Mania de deixar o teclado todo cheio de gordura e resto de comida.
16. Mania de querer tudo pra ontem.
17. Mania de fingir riqueza pros vizinhos.
18. Mania de ter um blog.
19. Mania de chegar atrasado às pautas.
20. Mania de tomar café.
21. Mania de escrever um texto enorme e depois ficar cortando pra caber.
22. Mania de ir pra rua e ficar olhando pra tudo e todos, feito cachorro que vive preso em apartamento.
23. Mania de ler 50 vezes o próprio nome estampado na primeira página do jornal.
24. Mania de falar mal dos outros, principalmente de outros jornalistas.
25. Mania de declarar guerra aos assessores de imprensa.
26. Mania de achar que tudo pode render, pelo menos, uma nota.
27. Mania de ficar feliz com qualquer presentinho, feito cachorro carente.
28. Mania de rabiscar umas três frases por página do bloquinho e já pular pra outra.
29. Mania de encher o saco dos amigos na caça de bons personagens.
30. Mania de encher o texto de aspas.
31. Mania de ser DJ nas horas vagas.
32. Mania de ser poeta nas horas vagas.
33. Mania de ser esquisito.
34. Mania de namorar outros jornalistas.
35. Mania de roubar a pauta dos outros.
36. Mania de “produzir” fotos, de orientar personagem, de acabar com a naturalidade.
37. Mania de ser saudosista.
38. Mania de requentar informação.
39. Mania de fazer pergunta óbvia.
40. Mania de se fingir de morto na reunião de pauta pra não pegar roubada do chefe.
41. Mania de pisar no pé do colega na luta pra chegar mais perto do entrevistado.
42. Mania de achar que vai conseguir furos fuçando no Twitter.
43. Mania de desorganização.
44. Mania de parecer envergonhado na hora de tietar entrevistado famoso.
45. Mania de esconder o time de coração quando se é jornalista esportivo.
46. Mania de se sentir mais importante só porque trabalha num jornal grande.
47. Mania de se sentir menos importante só porque trabalha num jornal pequeno.
48. Mania de ir ao bar e passar 76,7% do tempo falando só de jornalismo.
49. Mania de ir ao bar e passar 23,3% do tempo discutindo quem é e quem não é gay na redação.
50. Mania de dizer que não tem manias.
2. Mania de reclamar demais.
3. Mania de passar a madrugada na internet, mesmo depois de um dia intenso de trabalho.
4. Mania de tomar remédio pra dormir.
5. Mania de achar que sabe tudo.
6. Mania de ter opinião sobre tudo.
7. Mania de se sentir perseguido por todos.
8. Mania de querer salvar o mundo.
9. Mania de liberdade.
10. Mania de acreditar que um dia a coisa melhora.
11. Mania de recorrer a velhos clichês na hora de escrever uma matéria.
12. Mania de ajeitar o cabelo um milhão de vezes antes do link.
13. Mania de dar carteirada.
14. Mania de comer e escrever um texto ao mesmo tempo.
15. Mania de deixar o teclado todo cheio de gordura e resto de comida.
16. Mania de querer tudo pra ontem.
17. Mania de fingir riqueza pros vizinhos.
18. Mania de ter um blog.
19. Mania de chegar atrasado às pautas.
20. Mania de tomar café.
21. Mania de escrever um texto enorme e depois ficar cortando pra caber.
22. Mania de ir pra rua e ficar olhando pra tudo e todos, feito cachorro que vive preso em apartamento.
23. Mania de ler 50 vezes o próprio nome estampado na primeira página do jornal.
24. Mania de falar mal dos outros, principalmente de outros jornalistas.
25. Mania de declarar guerra aos assessores de imprensa.
26. Mania de achar que tudo pode render, pelo menos, uma nota.
27. Mania de ficar feliz com qualquer presentinho, feito cachorro carente.
28. Mania de rabiscar umas três frases por página do bloquinho e já pular pra outra.
29. Mania de encher o saco dos amigos na caça de bons personagens.
30. Mania de encher o texto de aspas.
31. Mania de ser DJ nas horas vagas.
32. Mania de ser poeta nas horas vagas.
33. Mania de ser esquisito.
34. Mania de namorar outros jornalistas.
35. Mania de roubar a pauta dos outros.
36. Mania de “produzir” fotos, de orientar personagem, de acabar com a naturalidade.
37. Mania de ser saudosista.
38. Mania de requentar informação.
39. Mania de fazer pergunta óbvia.
40. Mania de se fingir de morto na reunião de pauta pra não pegar roubada do chefe.
41. Mania de pisar no pé do colega na luta pra chegar mais perto do entrevistado.
42. Mania de achar que vai conseguir furos fuçando no Twitter.
43. Mania de desorganização.
44. Mania de parecer envergonhado na hora de tietar entrevistado famoso.
45. Mania de esconder o time de coração quando se é jornalista esportivo.
46. Mania de se sentir mais importante só porque trabalha num jornal grande.
47. Mania de se sentir menos importante só porque trabalha num jornal pequeno.
48. Mania de ir ao bar e passar 76,7% do tempo falando só de jornalismo.
49. Mania de ir ao bar e passar 23,3% do tempo discutindo quem é e quem não é gay na redação.
50. Mania de dizer que não tem manias.
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O jornalismo, de A a Z
Alienante, anárquico, apaixonante.
Bisbilhoteiro, boêmio, biscateiro.
Corajoso, canalha, curioso.
Desconfiado, dateniano, desassossegado.
Egocêntrico, efêmero, excêntrico.
Futriqueiro, figuraça, fuleiro.
Glorioso, googlemaníaco, guloso.
Humano, hediondo, hamletiano.
Inquieto, insone, indiscreto.
Justiceiro, jeitosinho, jornaleiro.
Luciferino, libertário, libertino.
Matinal, mambembe, marginal.
Narcótico, nervosinho, neurótico.
Orgiástico, orgânico, orgástico.
Persistente, provocador, paudurecente.
Querente, quixotesco, quente.
Revolucionário, ranzinza, reacionário.
Sonhador, sobrevivente, sedutor.
Tendencioso, transparente, teimoso.
Unido, urgente, ungido.
Viajante, vaidoso, viciante.
Xerocador, xereta, xavecador.
Zombeteiro, zumbi, zen-dinheiro.
Bisbilhoteiro, boêmio, biscateiro.
Corajoso, canalha, curioso.
Desconfiado, dateniano, desassossegado.
Egocêntrico, efêmero, excêntrico.
Futriqueiro, figuraça, fuleiro.
Glorioso, googlemaníaco, guloso.
Humano, hediondo, hamletiano.
Inquieto, insone, indiscreto.
Justiceiro, jeitosinho, jornaleiro.
Luciferino, libertário, libertino.
Matinal, mambembe, marginal.
Narcótico, nervosinho, neurótico.
Orgiástico, orgânico, orgástico.
Persistente, provocador, paudurecente.
Querente, quixotesco, quente.
Revolucionário, ranzinza, reacionário.
Sonhador, sobrevivente, sedutor.
Tendencioso, transparente, teimoso.
Unido, urgente, ungido.
Viajante, vaidoso, viciante.
Xerocador, xereta, xavecador.
Zombeteiro, zumbi, zen-dinheiro.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O insólito caso da piriguete com nome cheio de consoante
(Checar a grafia do nome da piriguete).
Puta que pariu! Foi só acordar, abrir o jornal e entrar em pânico. A observação ainda estava lá. Publicada. Terceira linha do quinto parágrafo. Mico-mor da minha carreira!
É o que dá fazer na pressa, não revisar o texto. E o editor que deixou passar? Putz, eu sempre tão cuidadoso.
A piriguete é uma das personagens da matéria, uma estudante. Protesto na Paulista pelo direito de ouvir música no iPod durante as aulas. Ela chamava a atenção. A única de microssaia e salto alto. Mas tinha um nome difícil, daqueles cheios de consoante, sabe? Tipo islandês, russo, sei lá.
Nos portais de informação da internet, a gente faz merda, vai lá e corrige. Impresso é diferente. Não tem como abortar informação indesejada. Impresso não tem pílula do dia seguinte.
A chefia gosta de mim, não devo perder o emprego, mas a vergonha tortura. Meu nome lá. Assinado. Vão me dizer que amanhã a vergonha passa, a gente esquece, a vida segue. Só que o hoje é uma eternidade.
Daqui a pouco chego à redação. Já estou até vendo: a galera rindo, sacaneando. Vou ganhar apelido novo: Paulo Piriguete. O Pê Pê. Vou entrar para os anais da imprensa. Virar piada em show do Maurício Menezes.
Será que alguém vai me reconhecer na rua, apontar aquele dedo que diz “ó lá o cara que escreveu piriguete no jornal”? Tormento. Sou o próprio Raskolnikov. Ras-kol-ni-kov. Porra, escrevi certo?
Medo de acessar a web. E-mails aos montes? Uma mensagem indignada da piriguete? E se eu parar nas redes sociais? Nos TTs mundiais? A cagada do repórter viralizada!
Nunca mais deixo este tipo de observação nos textos. E o principal: não entrevisto mais gente com nome difícil. Com nome cheio de consoante. Tipo islandês, russo, sei lá. E imaginar que no protesto tinha um monte de menina com cara de Maria da Graça. Rita de Cássia. Simples. Assim.
Puta que pariu! Foi só acordar, abrir o jornal e entrar em pânico. A observação ainda estava lá. Publicada. Terceira linha do quinto parágrafo. Mico-mor da minha carreira!
É o que dá fazer na pressa, não revisar o texto. E o editor que deixou passar? Putz, eu sempre tão cuidadoso.
A piriguete é uma das personagens da matéria, uma estudante. Protesto na Paulista pelo direito de ouvir música no iPod durante as aulas. Ela chamava a atenção. A única de microssaia e salto alto. Mas tinha um nome difícil, daqueles cheios de consoante, sabe? Tipo islandês, russo, sei lá.
Nos portais de informação da internet, a gente faz merda, vai lá e corrige. Impresso é diferente. Não tem como abortar informação indesejada. Impresso não tem pílula do dia seguinte.
A chefia gosta de mim, não devo perder o emprego, mas a vergonha tortura. Meu nome lá. Assinado. Vão me dizer que amanhã a vergonha passa, a gente esquece, a vida segue. Só que o hoje é uma eternidade.
Daqui a pouco chego à redação. Já estou até vendo: a galera rindo, sacaneando. Vou ganhar apelido novo: Paulo Piriguete. O Pê Pê. Vou entrar para os anais da imprensa. Virar piada em show do Maurício Menezes.
Será que alguém vai me reconhecer na rua, apontar aquele dedo que diz “ó lá o cara que escreveu piriguete no jornal”? Tormento. Sou o próprio Raskolnikov. Ras-kol-ni-kov. Porra, escrevi certo?
Medo de acessar a web. E-mails aos montes? Uma mensagem indignada da piriguete? E se eu parar nas redes sociais? Nos TTs mundiais? A cagada do repórter viralizada!
Nunca mais deixo este tipo de observação nos textos. E o principal: não entrevisto mais gente com nome difícil. Com nome cheio de consoante. Tipo islandês, russo, sei lá. E imaginar que no protesto tinha um monte de menina com cara de Maria da Graça. Rita de Cássia. Simples. Assim.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Previsões para os jornalistas em 2012
Mãe Dinah
- A PEC do Diploma vinga em 2012?
- Quem?
- O diploma de jornalista. Ele volta em 2012?
- Vejo um ano de renascimento para o diproma.
- E isso na prática quer dizer o quê?
- Quer dizer que o diproma saiu pra comprar cigarro, mas volta em 2012, craro que volta.
Pai Reginaldo de Ogum
- O ano de 2012 será bom para os jornalistas?
- Será um ano de muita fartura.
- Vai ter aumento decente de salário?
- Não, fartura de trabalho. O fim do mundo vai render muita pauta.
- Porra, é o fim do mundo mesmo!
- Mas vejo aqui gente que vai adorar essa desgraceira toda, como aquele moço, o Datena.
Clara Zen
- O que os jornalistas podem esperar de 2012?
- 2012 vai ser foda.
- Mas de novo?
- Estamos falando de uma foda no sentido literal. 2012 será o ano da Lua, que rege a fertilidade. Ano de jornalista fazer filho!
- Opa, vai rolar sexo em 2012! Finalmente uma previsão boa.
- A Lua, meu querido, detesta essa coisa só de plantão.
- A PEC do Diploma vinga em 2012?
- Quem?
- O diploma de jornalista. Ele volta em 2012?
- Vejo um ano de renascimento para o diproma.
- E isso na prática quer dizer o quê?
- Quer dizer que o diproma saiu pra comprar cigarro, mas volta em 2012, craro que volta.
Pai Reginaldo de Ogum
- O ano de 2012 será bom para os jornalistas?
- Será um ano de muita fartura.
- Vai ter aumento decente de salário?
- Não, fartura de trabalho. O fim do mundo vai render muita pauta.
- Porra, é o fim do mundo mesmo!
- Mas vejo aqui gente que vai adorar essa desgraceira toda, como aquele moço, o Datena.
Clara Zen
- O que os jornalistas podem esperar de 2012?
- 2012 vai ser foda.
- Mas de novo?
- Estamos falando de uma foda no sentido literal. 2012 será o ano da Lua, que rege a fertilidade. Ano de jornalista fazer filho!
- Opa, vai rolar sexo em 2012! Finalmente uma previsão boa.
- A Lua, meu querido, detesta essa coisa só de plantão.
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