O médico trabalha de madrugada, sábado, domingo, feriado. Plantão que não acaba mais.
O publicitário cria uma imagem de glamour (falsa, é claro) de sua profissão.
A puta tá sempre fodida e dizendo “um dia ainda largo essa vida”.
O caminhoneiro enche a cara de café pra ficar acordado.
A ex-BBB adora um convite para uma boca-livre.
O cozinheiro pode trabalhar sem diploma.
O executivo bem-sucedido, peraí, esse não tem nada de jornalista. Esquece.
A operadora de telemarketing pode estar pedindo um minutinho de atenção.
O autor de novela da Globo tem um ego gigante.
O motoboy vive na correria.
O hacker invade a privacidade dos outros.
O advogado tem um lugar garantido no inferno.
O ornitólogo, ornitólogo? Que porra mesmo faz um ornitólogo?
O lixeiro tá sempre mexendo na coisa podre, fedida.
A atriz vive ouvindo “minha filha, arruma uma profissão decente”.
A puta, ah, a puta, reclama, mas não larga essa vida.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Todo mundo tem um quê de jornalista (ou é o jornalista que tem um quê de todo mundo?)
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9 comentários:
De jornalista e louco, todo mundo tem um pouco. Post verdadeiríssimo ^^ ahahahaha....
É muita criatividade. Muito bom. rs
Adorei é bem por ai. rs
A verdade é exatamente o que consta nesse post!!! adoreeiii!!rs
Gaaabi, Giovana, Bianca e Anônimo, muito agradecido pelas mensagens. Abraços.
Não acreditava muito nisso não, mas quando entrei para a faculdade, vi que tudo isso é a mais pura verdade!
Muito foda suas publicações! O jornalismo me encanta por esse leque de diversidade. Infelizmente ainda estou desempregada e em dúvida sobre a área em que realmente quero exercer essa profissão tão bonita, porém tão desvalorizada pela nossa sociedade. Parabens pelo humor!
Guilherme e Anônima, sucesso pra vocês! E obrigado pelos comentários.
O músico tem seu trabalho visto como diversão.
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