quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O juramento do jornalista


Juro (sem cruzar os dedos) ser um jornalista responsável e comprometido com a verdade.

Juro ouvir o outro lado. Mas só até o fechamento da edição.

Juro respeitar os valores aprendidos na faculdade, como não roubar no jogo de truco, nem chamar o adversário de “marreco”.

Juro não chorar se receber cinco pautas num mesmo dia.

Juro (cruzando os dedos) usar a carteira da Fenaj apenas nos eventos em que estiver a trabalho.

Juro honrar a tradição jornalística de comer porcaria em botecos de má reputação.

Juro não cobiçar a pauta alheia.

Juro não ficar contando piadinhas em velórios de gente famosa, com exceção do velório do Gilmar Mendes.

Juro não praticar jornalismo sensacionalista, a menos que a audiência esteja muito fraca.

Juro (cruzando os dedos das duas mãos) recusar todo tipo de jabá em coletivas de imprensa.

Juro não rasgar o meu diploma, apesar da vontade que vai me dar de vez em quando.

Juro encher de porrada o não-jornalista que falar mal da minha profissão.

Juro não esmorecer nos dias mais difíceis da carreira, que serão praticamente todos os dias.

Juro ser um jornalista etílico e, claro, ético também.

Juro que esta é a última vez que eu juro tanta coisa ao mesmo tempo. Ô, troço chato!

 
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6 comentários:

João Damasio disse...

Texto pra usar na formatura, hehe.

Deiga Luane Borges disse...

"Juro não esmorecer nos dias mais difíceis da carreira, que serão praticamente todos os dias" Eita juramento difícil!

Karen Fideles disse...

Concordo com o João! Muito bom, Duda!

Larissa Emanuelle disse...

Juro não chorar, principalmente depois que descobri que além de estagiário de jornalismo, tbm sou tida como quebra-galho.

Duda Rangel disse...

Boa, João, gostei. O texto está liberado para uso em formaturas. A quem gravar e jogar no YouTube, peço para me passar o link. Abraços.

Anônimo disse...

Dom Quixote e Cem Anos de Solidão... meus dois livros preferidos