sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Jornalista, pai


Pai é quem cria.

Quem cria o texto. Está tudo lá, os genes bons, as doenças hereditárias de sua escrita.

Matéria assinada é registro em cartório. Texto sem crédito é texto sem pai. Sujeito a teste de DNA no Ratinho.

O pai, o “quem cria”, cria também portfólio com as crias, tipo álbum de fotos do bebê. Para mostrar para todo mundo. Para rever no futuro, quando a saudade bater.

O pai, o tal “quem cria”, fica sem dormir pela cria. Vive cheio de preocupação. Para ela crescer saudável. Sem informação errada, sem vírgula indevida. Lambe a cria bem lambida.

E jornalista não cria só texto. Cria variados tipos de cria. Cria ilusão. Barriga de chope. Cabelos brancos. Cria caso de montão.

Cria até gente de verdade. Humano mesmo, sabe?

Só precisa arrumar um tempinho para esta criação.

E frilas pelo resto da vida.


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6 comentários:

Eduardo Duarte disse...

E como diria Raul Seixas: "Viva, Viva a pauta alternativa!"

Uma menina com uma flor disse...

Você deve ser um pai e tanto, parabéns pelo texto...pai criativo!!!
Sou mãe, mas também tenho minhas crias, meus textos, meu blog. Aparece por lá! Tem um texto novinho sobre novos e velhos pais!
Até!

Duda Rangel disse...

Uma menina com uma flor, obrigado pela mensagem. Visitarei o teu blog, sim. Abraços.

W. disse...

Uma cria poética neste caso. Conseguiu fazer bem essa analogia, aproveitando a ocasião, e um tema muito pertinente no mundo copycat de hoje. Parabéns, Abraços.

Fatima Abreu disse...

Em época que existem "filhos" gerados de qualquer jeito e sem pais, é ótimo ler você.

Duda Rangel disse...

W. e Fatima, agradeço as palavras. Abraços.