terça-feira, 6 de agosto de 2013
Crônica de um jornalista bipolar
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Quer uma coluna do Duda Rangel?
Só agora, depois de velho, comecei a perceber que mesmo sem talento a gente pode arriscar e se dar bem, não pode? A Lady Gaga não ganha uma puta grana cantando? E aquele menino? Me fugiu o nome dele agora... Ah, sim, Kayky Brito. Gente, ele é ator! E o Mano Menezes que virou técnico da seleção?
Resolvi, então, arriscar. Com o objetivo de superar a linha da pobreza extrema, criei o projeto “Quer uma coluna do Duda Rangel?”. Se você curte meu blog e gostaria de contar com o humor dele em sua publicação, impressa ou digital, que tal me contratar? Pode ser uma crônica, um conto. Sobre diferentes assuntos.
Apesar de jornalista, sou limpinho. E não mexo na geladeira.
O blog Desilusões perdidas, há pouco mais de três anos no ar, é totalmente gratuito. Logo, preciso de uma grana. Para sobreviver. Para dar uma ração mais digna ao Nestor. Sobre briefing e valor do investimento, é só escrever para dudarangel2008@gmail.com.
Deus, com seu jeitão todo paternal, bem que podia dar uma força.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Crônica sobre a ingenuidade do repórter
Tem quem fale que repórter ingênuo devia nascer morto.
Sexta-feira à noite, véspera de minha folga, e o editor vem cheio de graça. Ô, Duda, você tem alguma coisa programada pro fim de semana? Só os ingênuos dizem “não, não tenho”. Se não tem, invente! Diga qualquer coisa. Diga que está rolando um ciclo de filmes romenos mudos imperdível, que você vai pegar um bronze numa praia qualquer – logo você que odeia sol. E praia.
É comum também, após um passaralho, o patrão reunir os repórteres sobreviventes e avisar que, por ora, as vagas estão congeladas e que todos deverão se esforçar mais, trabalhar pelos colegas demitidos. Mas é só por um tempo! Depois as vagas serão descongeladas. Tem repórter que acredita. Descongelam porra nenhuma! Tenho vontade é de congelar o patrão no freezer lá de casa. Em partes. Cabeça, mãos, vísceras, tudo embalado a vácuo.
Tem repórter que enche a boca para dizer que trabalha na grande imprensa, que é independente, sem o rabicó preso. Quanta ingenuidade! Alguns acreditam ser insubstituíveis numa redação. Quando eu sair, essa merda afunda. Mas merda não afunda, seu bobinho! Virão outros, ganhando um salário ainda menor. E o barco seguirá seu rumo.
Ingenuidade não combina com o trabalho de repórter. Desconfie de tudo e de todos, dos Malufs e Sarneys, da tal gente de bem, dos projetos artísticos de ex-BBB, dos releases infestados de superlativos. Desconfie até do que se vê com os próprios olhos.
Repórter tem que ser como puta velha, sabida das coisas da vida.

