Mostrando postagens com marcador loucura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador loucura. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A hora do fechamento


Quinze minutos, gente, quinze minutos.

Hein? Querida, não tô precisando de torpedo ilimitado. (tu-tu-tu)

Cadê a foto da 3?

Ó o calhau!

Não esquece o nome da gorda da foto-legenda da 4.

Meu Deus, por que não salvei esta merda?

Depois a gente corrige na segunda edição.

Dez minutos, gente, dez minutos.

Vem cá, o que você quis dizer com esta frase?

Pede pro Jurandir fritar a calabresa. Já tô descendo.

O título do abre da 2 tá estourando. Vê lá!

Vinte linhas são vinte linhas, não quarenta. Ainda não aprendeu?

Cacete, e esse correspondente que não manda a matéria?

Cinco minutos, gente, cinco minutos.

Já era. Corta pelo pé mesmo. O tempo já está esgot

Release? Ah, não! Liga mais tarde. Por favor. (tu-tu-tu)

Solta este texto, porra!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Agosto, mês do jornalista louco


Qual a maior loucura que um jornalista pode cometer? Ser jornalista? Quem, em sua perfeita sanidade mental, escolhe ser jornalista? Algum maluco aí pode me dizer? Que jornalista nunca travou batalhas contra entrevistados gigantes e furiosos quando estes eram apenas "moinhos de vento"? Que jornalista nunca pensou em fundar seu próprio periódico e mudar o mundo? Megalomaníacos? Nós? Tem ser humano mais bipolar que o jornalista, que no bar conta uma piada e, cinco segundos depois, entra em depressão? Quer vida mais alucinada que a do jornalista? Mais neurótica? Quem nunca teve a insânia de virar noites trabalhando, de escrever quatro matérias num mesmo dia, de ficar sem comer por horas e horas? Quem nunca conheceu um fotógrafo lelé, um motorista pinel, um ilustrador doidivanas, um foca aloprado? Um repórter esquizofrênico?

Mas não é linda essa maluquice? Não foi o Raulzito quem disse que a arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal? Já imaginou ser um sujeito normal? Tá doido?


Já comprou o livro do Duda Rangel? Conheça a loja aqui, curta, compartilhe. Frete grátis para todo o Brasil.

Curta a página do blog no Facebook aqui.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Loucura em três atos


Ato 1 – Que dia perfeito

- A matéria já está pronta, editor. Que matéria, que manchete! Vou arrebentar!
- Ótimo, Luís. Já estamos fechando o jornal.
- Eu sou foda, editor!
- Você é foda, Luís Cláudio! O melhor repórter que eu já conheci.
- Que dia perfeito!
- Preparado para logo mais, para receber o prêmio?
- Claro que estou, editor. Não é sempre que se ganha um Esso, né? E melhor: minha mulher e meu filho estarão presentes.
- Parabéns, Luís, parabéns!


Ato 2 – Pra que tudo isso?

- Vamos, filho, já está em cima da hora. Seu pai não vai gostar se chegarmos atrasados para a premiação. Ele sempre sonhou com esse Esso.
- Mãe, eles não vão começar a premiação sem a gente.
- Corre, Júnior. Não quero deixar o seu pai esperando.
- Não quero colocar terno, mãe. Pra que tudo isso?
- Coloca o terno rápido. Seu pai vai ficar feliz de te ver de terno.


Ato 3 – O grande momento

- Oi, doutor, como o Luís está?
- Ele está muito bem hoje, dona Carmem. Nem precisamos entrar com a medicação mais pesada.
- Que bom, doutor. Então, pode dizer a ele que nós já chegamos.
- Se a senhora e o Júnior quiserem, podem ir para a sala aqui ao lado. Os enfermeiros já estão todos lá. São eles que vão participar da cerimônia de entrega do prêmio a seu marido.
- Vamos, sim, doutor.
- Dona Carmem, só mais uma coisa: a partir de agora, não sou mais o doutor, OK? Sou o editor.