quarta-feira, 2 de março de 2011

20 cagadas imperdoáveis de um assessor de imprensa


1. Exigir que o jornalista deixe seu assessorado ler e aprovar a matéria antes da publicação.

2. Ligar várias vezes para a redação para saber quando a matéria vai sair.

3. Confundir o mailing do Maxpress com uma metralhadora de uso exclusivo de um cego.

4. Prometer uma mesma pauta exclusiva a três jornais diferentes.

5. Ser mais chato do que vendedor da Telefônica ao fazer um follow-up (release não é Detecta, nem Speedy).

6. Desconhecer a rotina de uma redação e ligar bem na hora do fechamento, na hora da reunião de pauta ou na hora em que o pauteiro está tentando seduzir a estagiária.

7. Achar que o assessor é um mero distribuidor de releases; não entender nada de estratégia e planejamento.

8. Ser refém da maldita centimetragem.

9. Mostrar desconhecimento do negócio de seu assessorado quando questionado por um jornalista.

10. Confundir “cultivar relacionamentos” com “puxar o saco”.

11. Acreditar quando o dono da agência disser que lá você terá a qualidade de vida que não tinha na redação.

12. Vender uma pauta sobre os negócios ambientalmente responsáveis de seu cliente a uma revista de Jardinagem.

13. Servir filé mignon ao molho madeira na coletiva de imprensa de lançamento de um restaurante vegetariano.

14. Enviar uma imagem em baixíssima resolução quando o repórter pedir uma com, pelo menos, 300 dpi.

15. Ficar falando um monte de merda (mais do que o assessorado) ao acompanhar uma entrevista.

16. Convocar uma coletiva apenas para dizer que sua cliente, uma ex-BBB, mudou a tintura do cabelo.

17. Presentear o repórter com um vírus, que estava num release bem promíscuo anexado ao e-mail.

18. Agendar uma entrevista com o jornalista e esquecer de avisar o assessorado.

19. Escrever um release bem tosco (longo, chato, sem foco, cheio de erros de português), digno de virar piada na redação.

20. Tentar convencer o jornalista de que o peixe que você está querendo vender é um delicioso filé de salmão quando não passa de uma pescadinha safada (e congelada).

Leia também: 30 cagadas imperdoáveis de um jornalista

27 comentários:

Amanda Carvalho disse...

Excepcional post! Eu como assessora devo admitir que já cometi alguns erros básicos citados acima. Mas tenho aprendido com o tempo e com as broncas de meus amigos das redações. Duda você devia procurar um emprego em assessoria hein!! Bjs!

Flávia disse...

Muito bom!! Esse texto deveria ser cartilha, be-a-bá básico de todo assessor!! Adorei o número 8, "Ser refém da maldita centimetragem", eu que sei quanto relatório com cálculo de centimentragem ja tive que fazer..aff, ninguém merece!!
Duda, boa a dica da Amanda, você deveria procurar um emprego em assessoria...
Bjs

Alexandre Santos disse...

Hahahaha! Você não tem jeito, Duda. Um post melhor que o outro. Haja criatividade. Continue nos brindando com seus textos.

Vida longa ao Desilusões Perdidas!

PS: esperamos o livro.

Ronise Vilela disse...

O item 20 é que define se o assessor de imprensa está no lugar certo ou não. #ficadica

Hélia Araujo disse...

Faltou ai: o assessor reclamar pq o repórter quer a informação no mesmo dia que fez o pedido. Hello???! jornal diário, meu bem!!

Anônimo disse...

"Não conhecer o veículo (nunca ter lido ou não saber nem o estilo) para o qual se quer vender a pauta"...

Filipe disse...

Perfeito! Estou no time da Amanda, já cometi certos erros e busco sempre aprender para não cometer mais.

E não é fácil. Sabe aquela pauta que você PRECISA emplacar e não sai em lugar nenhum? Ai começa o desespero.

Ou quando vc envia uma informação sem dar muita importância e ela vira CAPA do jornal. Tem disso também.

Vida de assessor não é simples, como alguns pensam, até pq dependemos puramente das redações para emplacar. Além de não ter horário certo pro trabalho em função dos eventos do assessorado.

Aguardo um livro seu =)

Anônimo disse...

esqueceu de uma cagada: assessor de imprensa achar que é jornalista.

objetivos diferentes, certo?

um abraço

pedro

thisisto disse...

Desde que uma amiga minha me mandou seu link não parei de ler e dar risada com estas situações absurdas mas que são do dia a dia.
Se sair um livro disso tudo, eu compro!

abçs

Piero Vergílio disse...

A da foto em alta resolução é ótima! rs Adoro o blog!

Duda Rangel disse...

Agradeço a todos pelas palavras. E pela preciosa contribuição com outras cagadas. Fiquem à vontade para aumentar a lista.
Abraços.

Uma jornalista mineira disse...

Oi Duda, que tal enviar essas dicas a todos os donos de assessoria de imprensa que acham que devemos fazer follow bem na hora do fechamento?

Felipe Izar Xavier disse...

9 cagadas imperdoáveis de um jornalista de redação com o Assessor de Imprensa (me desculpem pelo comentário gigante):

- Achar que o Assessor de imprensa é inútil - este pode facilitar o trabalho de merda (pelo menos nos dias de hoje) que o jornalista desenvolve na redação.

- Achar que o Assessor não é jornalista - este estudou o mesmo curso (normalmente, estudou mesmo), lê muito, escreveu para o jornal da faculdade, trabalhou como frila em revistas e jornais ou até mesmo saiu de uma redação.

- Publicar uma matéria (ou release) da forma como esta foi enviada pelo Assessor; sem apurar, pesquisar, fazer o trabalho de repórter - isso pode virar piada na Assessoria.

- Não conversar sobre a pauta (conversar não significa deixar o Assessor controlar o andamento da matéria) com o Assessor antes de uma entrevista - o repórter, normalmente, faz uma pergunta imbecil, baseada em informações erradas.

- Chegar para a entrevista com uma pauta "bem mais ou menos" – o Assessor não está ali para salvar o jornalista, mas para acompanhar o assessorado e dar suporte à pauta em questão.

- Nunca ter tempo para o Assessor de Imprensa - o jornalista de redação não é o único rei da falta de tempo. Tempo a gente arruma quando quer.

- Achar que a matéria tem de ser exclusiva do jornal - isso não existe mais.

- Achar o Assessor de Imprensa é pior do que o JORNALISTA de REDAÇÃO, pois, afinal, assessoria é para os desprovidos de talento.

- Usar salto alto de travesti.

Duda Rangel disse...

Boa idéia, jornalista mineira.
Felipe, jornalistas de redação também fazem suas cagadas. Como sempre digo, essa relação assessoria/redação não me cheira bem.
Abraços.

Mariane Mirandola disse...

Duda, seu blog sem dúvida é uma aula para nós estudantes de jornalismo. Parabéns e obrigada pelos excelentes posts!!!

Leandro Silva disse...

Muito bom, cara. Num primeiro momento ficava meio assustado com seus posts. Mas, ao acompanhar, pude perceber como são interessantes.
Parabéns, desiludido. rs

Duda Rangel disse...

Mariane e Leandro, obrigado por palavras tão singelas. Abraços.

João Paulo de Oliveira Bueno disse...

Muito bom essa postagem e providencial. Estou envolto a uma ação de assessoria e quem participa são estudantes.

Foi passar para esses estudantes.

Yorranna Oliveira disse...

Duda, dá pra acrescentar mais um item na tua lista: sofrer um acidente na hora, e bem em frente, ao evento que você está assessorando. Aconteceu comigo semana passada, e a culpa do acidente ainda foi minha.

Rafael Giuvanusi disse...

Ei, sou estudante de Jornalismo ainda, trabalho em uma assessoria, envio releases e nem por isso faço cagadas. Não é questão de ser estudante, mas sim ter "semancol".

Duda Rangel disse...

Realmente, Rafael, a arte de cagar não tem a ver com o fato de alguém ser estudante. Abração.

Aline Sharleny Aprileo disse...

Mais uma vez, GENIAL!

Sirlene Farias disse...

Simplesmente ótimo!

Anônimo disse...

Adorei o que disse a jornalista mineira!

Duda Rangel disse...

Valeu, Aline. Valeu, Sirlene. Beijos.

Vera Lucia Rodrigues disse...

esclarecendo o post do anônimo -
assessor de imprensa não pode pensar que é jornalista, ele é jornalista, se não for, não tem faro, olho para cavar a matéria no cliente.
e se não for jornalista não saberá falar com o jornalista, saber o que é pauta, o que é notícia, distinguir entre fatos relevantes e necessidade de divulgação para o seu cliente
Vera Lucia Rodrigues - mtb 11664
www.grupovervi.com.br

Elisabel Ferriche disse...

Não sou assessora de imprensa, hoje, trabalho em redação de TV, mas concordo com o Felipe Izar Xavier. O bom assessor de imprensa falicita a vida, tanto do jornalista de redação quanto do assessorado. O problema é que o assessorado pensa que nosso papel é "convencer" os jornalistas de que tudo que eles fazem é notícia.