segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Por que jornalistas namoram jornalistas?


Porque eles frequentam sempre as mesmas redações, os mesmos bares de jornalista, festas de jornalista, eventos para jornalista.

Porque jornalista adora apresentar um amigo jornalista encalhado para uma amiga jornalista encalhada.

Porque pobreza atrai pobreza.

Porque só um jornalista entende as neuras do outro.

Porque só um jornalista suporta o papo de jornalista do outro.

Porque é doce a ilusão de, um dia, se tornar o novo casal 20 do Jornal Nacional.

Porque um não pode rir da desgraça do outro.

Porque o namorado(a) anterior era publicitário(a) e descobriu-se, assim, que tem coisa pior que jornalista neste mundo.

Porque jornalistas são metidos mesmo e querem cruzar apenas entre si para perpetuar a pureza da espécie.

Porque o amor é cego e surdo e estúpido, nunca ouviu isso, não?

Porque é preciso ter alguém para ler os seus textos antes de mandar os frilas para a editora.

Porque, como os dois ralam pra cacete e vivem fazendo plantão, o risco de um cornear o outro é bem menor.

Porque, como os dois ralam pra cacete e vivem fazendo plantão, o risco de um ter que conviver com a família do outro é bem menor.

Porque algum(a) ex de outra profissão deve ter jogado uma praga daquelas bem fortes, do tipo vocês jornalistas se merecem, manja?

Porque essa coisa de ser meio anti-herói e esquisito tem um charme que só outro jornalista é capaz de perceber e deixar-se seduzir.

Porque só jornalistas conseguem envelhecer ao lado de jornalistas.

Porque jornalista é um bicho burro mesmo. Com tanto engenheiro rico e empresária bem-sucedida por aí, vai escolher logo outro jornalista? Faça-me o favor.


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60 comentários:

Terapia na cozinha disse...

Como jornalista casada com jornalista há 17 anos, só discordo de um item: jornalista envelhece?! Pensei que morria antes!

Denise Guerra disse...

Duda, excelente texto! Nós, jornalistas gostamos mesmo de rir de nossas histórias, viu. Eu sou jornalista e namoro um jornalista há quase 3 anos. Me identifiquei com muitas coisas aí... rsrs Principalmente "porque é preciso ter alguém para ler os textos antes de mandar os frilas para a editora". ahahaaha Beijos!

* MaLu SaLeS * disse...

Pra entender um jornalista, somente outro jornalista. Por isso me casei com um. E tbm pq é doce a ilusão de, um dia, se tornar o novo casal 20 do Jornal Nacional. rsrs

Isis Rangel disse...

Porque realmente chega um dia em que vc acaba convivendo só com jornalistas, daí, não tem jeito, onde mais encontrar o amor?

Ronilma Santos disse...

kkkkkkk adorei!

Depois desse texto, fiquei muito preocupada.
Não quero casar com jornalista, não quero casar com jornalista...rsrs

Camila Sol disse...

verdade absoluta!!! eu ri demais! Mas ainda prefiro advogados. rsrs

Ronilma Santos disse...

Duda, esse trecho tá repetido

"Porque, como os dois ralam pra cacete e vivem fazendo plantão, o risco de um cornear o outro é bem menor."

Olha lá.
Abraços

Golby Pullig disse...

Esse é meu lado impostor na profissão. Não me encaixo nesse perfil. Olhando ao redor eu posso afirmar que...ainda bem...rs..rs.

Sylvio Micelli disse...

Não me casei com uma jornalista, mas o texto é 100% verdadeiro!

Freire disse...

Palha.

Gabi disse...

Eu sou ainda mais estúpida, pq sou jornalista e só namorei músico, designer e me casei com publicitário. Ou seja...né?

Georges disse...

Porque jornalista pensa que entende de tudo e na realidade não entende de nada, então casar com alguém de outra profissão seria conviver com alguém que realmente entende de algo.

Karen Timpone disse...

Realmente! Depois que nós jornalistas nos damos conta, já estamos conversando sobre matérias, plantões, coberturas especiais e pautas.

Não tive oportunidade ainda de encontrar um jornalista, mas com certeza, um publicitário foi o ex e a gente vê que são piores do que os da mesma espécie rs.

Adorei o texto!

K- disse...

´´Porque jornalistas são metidos mesmo e querem cruzar apenas entre si para perpetuar a pureza da espécie.´´

kkkkkkkkkkkkkkk´
faz sentido, faz sentido...

Fernanda Calgaro disse...

Excelente texto! Sou jornalista também, mas escapei... me casei com um designer! rs

FarolCom4 disse...

A primeira era bancária, a segunda virou jornalista, mas eu já estava com a terceira, artista plástica, a quarta, professora e todas foram embora porque eu era jornalista. A atual é artista plástica e só casou comigo porque sou jornalista. É precisa pelo menos gostar da profissão, senão.....

Luiza Carolina disse...

E eu achando que o casamento era a minha única opção de não ser pobre...

Chico disse...

Porque só jornalista pra compreender o plantão do cônjuge em todos os feriados do anos.

Juba disse...

Eliminação. Ninguém, ninguém, NIN GUÉM que não seja jornalista consegue entender o estado de um ser humano depois de um fechamento. "Mas a gente sai depois, quando você sair da redação!" "Acredite, você não vai me querer como companhia depois do fechamento" "Mas só um pouquinho, a gente se vê rapidinho" "Sério... sério... é tipo o Hulk, o Homem-Aranha, qualquer outro ser que se transforme em algo irreconhecível e comparação à pessoa 'normal'"
(Pensamento da pessoa: quer me dar o fora)
Hunf!

Renata Cundari disse...

Ei sempre estou por aqui, acompanhando suas postagens e gosto muito do que escreves.
Gostaria de pedir uma FORCINHAAAA
estou com um novo blog

dá uma passada lá, nos segue e se gostar OU NÃO, COMENTA E NOS AJUDE A COMPARTILHAR???

www.grupodejovensparusia.blogspot.com

=D AGUARDO ANSIOSA SEUS COMENTÁRIOS.
OBRIGADA, DEUS ABENÇÕEE!!

Talitha disse...

agarrei logo um químico para me livrar dessa maldição!!! Deus que me livre!!!!!hauahauhaua

Aline Thais de Melo disse...

Duda, como sempre, perfeito! Aguardo um texto sobre aqueles que conseguem (heroicamente) manter uma relação com quem não é jornalista, não entende nem aprova a profissão, e no entanto, a coisa vai indo.

bjs, :)

Montezuma disse...

Realidade para lá de palpável! Então, eliminemos a agrura para louvar a brandura. E assim sobreviverá o amor entre jornalistas. (Com a experiência de 27 anos de tolerância mútua. Rs rs).

Suellem disse...

Agora eu entendi porque estou solteira: só tem euzinha de jornalista no meu trabalho e os meus amigos jornalistas estão em outra cidade, contatos só online... Me sinto bem melhor agora rsrsrsr.

Suelen Pessoa disse...

Será que o meu não deu certo pq eu não sou também jornalista?

e pra completar... sou publicitária... =.(

Lais Santana disse...

Os publicitários também entendem essa vida de jornalista, o que é o meu caso kkkk
Muito bom o texto Duda, como sempre!

Anônimo disse...

Casei com um editor de vídeo, que tb era pobre e fazia plantões... Tava tudo parecido, só que faltava o rapaz entender as viagens a trabalho e as coberturas de bocas livres noturnas... Aí já viu, né rsrs

Anarayna disse...

"Porque essa coisa de ser meio anti-herói e esquisito tem um charme que só outro jornalista é capaz de perceber e deixar-se seduzir." Sou acadêmica de jornalismo e namoro um colega. É a primeira vez que visito o blog e gostei muito.

Bárbara Hellen disse...

Ri muito! Muito bom, adorei!

Duda Rangel disse...

Ronilma, não tá repetido, não. Confere lá, lendo até o final das frases.
Renata, vou dar uma passada, sim.
A todos, meu obrigado pela participação neste espaço. E muita sorte no amor.

Laís Borges disse...

Sou jornalista e devo ser exceção porque nunca namorei um jornalista hehehe e qs casei com alguém de exatas...
Alguns colegas meus se casaram ou namoram alguém do jornalismo , mas atualmente não tenho nem jornalista e nem gente de outra area pra me fazer companhia hahahaha

Naty Monteiro disse...

A jornalista aqui não só concorda, como está a procura do jornalista perfeito.

Ariana disse...

Gostei muito do seu texto, só um jornalista pra entender como é!!!!
E seu blog é excelente, vou acompanhar.

Duda Rangel disse...

Naty, jornalista perfeito é igual a jornalista rico, bem difícil de encontrar.
Laís, torço por você. Só não seja tão exigente quanto a Naty.
Ariana, obrigado pela visita. Volte sempre.
Beijos.

Adelia Felix disse...

De jornalita na relação já basta eu!

Mayara Barreto disse...

Texto perfeito... Sou jornalista e só namorei um jornalista na minha vida... Hoje estou muito bem (ou pelo menos acho) com um empresário. Ele não entende, mas está do meu lado e tolerância mútua é para qualquer um seja qual for a profissão...
Adorei!

Eduardo Nunes disse...

um adendo: passando tanto tempo na redação, quando o jornalista teria tempo para procurar sua alma-gêmea?

Duda Rangel disse...

Boa, Adelia.
Concordo, Mayara, obrigado pela mensagem.
Eduardo, tem que dar um jeitinho, sei lá, atrás da máquina do café, entre uma pauta e outra...
Abraços.

CamilaMonroe disse...

Faltou dizer sobre o risco quase zero de sofrer com a temida desilusão ortográfico-amorosa.

Mellyna Reis disse...

Não tem como não ser clichê, até porque, nós jornalistas somos. Texto perfeito.

Duda Rangel disse...

Bem lembrado, Camila.
Valeu, Mellyna.
Beijos.

TURISMO VIAMÃO RS disse...

JORNALISMO É UMA COISA SÉRIA PARA SE TRATAR COM RESPEITO E NÃO COM COM DATA DE VALIDADE;O CLIENTE ASSÍDUO DE UM NOTICIÁRIO NÃO ESTÁ INTERESSADO NA BELA ESTÉTICA E SIM NO CONTEÚDO QUE ESTE PASSA, SER JUSTO NÃO SER TENDENCIOSO E MUITO MENOS ANDAR DE CABEÇA BAIXA FAZENDO OQUE A MÁQUINA CONTRATA E MANIPULA Á FAZER.
SE O JORNALISTA SOUBESSE O PODER QUE TENS EM MÃOS SE TORNAVA POLÍTICO INDUTIVO DE AÇÕES DE GRANDE IMPORTÂNCIA NO CONTEXTO POLÍTICO E O POVO AGRADECERIA.
CARLAROSANEBSILVA@YAHOO.COM.BR

Bárbara Lopes disse...

Eu, estudantes jornalismo, estou com medo do que esta por vir kkkkk
Vou anotar na minha agenda : Depois de formada, namorar com jornalista nem pensar!

Ana Cláudia Matias disse...

Nossa, quem me dera que tivesse pelo menos jornalistas para namorar...sou formada em jornalismo, mas trabalho como secretária, pela lei da sobrevivência, o meu trabalho não tem nada a ver com jornalismo. Lá, só convivo com gente ignorante. O mercado externo, falta homens ( heterossexuais)!!!

Nany disse...

Vi seu blog por acaso e acho, tenho certeza, que vc ganhou mais uma seguidora.

Olha, vou começar a faculdade mês que vem, será que eu supero um amor não correspondido? HAHAHHA

Duda Rangel disse...

Bárbara, não tenha medo. Não é tão ruim assim. :)
Ana Cláudia, acho que a crise de heterossexuais no mercado é geral, independentemente da profissão. Boa sorte.
Nany, supera, sim. A faculdade vai te proporcionar intensas emoções. Sucesso e obrigado por ter virado seguidora do blog.

Fernanda disse...

acho que jornalista com advogado também dá certo...pelo menos é a união que mais tenho visto desde que entrei na faculdade...

Tiago disse...

Pra variar, como sempre, um excelente texto. Bela definição da falta de opção, kkk

Roberta disse...

Como jornalista casada com jornalista, discordo de quase tudo. E acho que também acontece com médicos, camelôs e empregados de empresas de ônibus.

Ju disse...

que otimo!

Rebeca Torres disse...

Muiiito bom esse post, adoreei. Duda voce eh um gênio do jornalismo

Apenas Photos disse...

Isso foi copiado de algum lugar??? Pois tem pequeno erro de "nova ortografia"... CADÊ A REVISÃO NESSAS HORAS HEIN...

Maria Fernanda Viana disse...

Eu acho que é uma espécie mesmo que deseja a pureza e por viver em cativeiro (dentro das redações ou na net, blos e sites)só consegue se reproduzir com outro em cativeiro. Ou no máximo, é a maior expressão de amor à profissão demonstrada na burrice de perpetuá-la aos seus descendentes.De tudo, escolha quem quiser o argumento, todas as opções dadas pelo autor são válidas.

Sílvio Santos disse...

Se tornar o "novo casal 20 do Jornal Nacional"????? Apelou, perdeu! Jornalistas q têm esse pensamento..... Digo, isso não é pensamento. Pelo contrário, é falta dele. E quem almeja isso, parabéns!!!! Está curado(a)!!!!!

Tan disse...

Vou contar uma historinha curiosa.

Nos idos anos 70, em Porto Alegre, um fotógrafo frila da Veja, super poncho-e-conga, casou com uma improvável patricinha que fazia biologia na PUC. Um dia a redação da sucursal da Abril ficou sem secretária e lá foi ela dar uma força já que conhecia todo mundo e tal... Resumindo, 35 anos, 4 capitais e 7 redações diferentes depois, sim, os dois continuam casados. E há 20 anos tabalhando no mesmo jornal.

Esses dois são meus pais. E eu, apesar de ter feito publicidade e moda, sou figurinista. De TV. Passo o dia vestindo apresentadores de telejornal...

Anônimo disse...

Eu achei você simplesmente fantástico... Amei a desenvoltura com que tratas o"caso", rsrs, ouvi muitos comentários em sala de aula quando eu ainda estudava jornalismo, e todos eram idênticos às suas observações.
Só agora descobri o seu blog e achei o máximo. Parabéns

Gil Ordonio

Duda Rangel disse...

Apenas Photos, copiado? Esse blog é 100% autoral. Erro? Talvez você também não saiba, mas até 31 de dezembro de 2012 valem as duas regras de ortografia no Brasil. Por ora, eu tenho a liberdade de escolher qual adotar. Precisa se informar melhor, meu amigo.
Tan, valeu por compartilhar com a gente essa história de amor familiar.
Gil, obrigado pela mensagem. Volte sempre ao blog.
Abraços.

Leandro Silva disse...

O relacionamento se baseia de acordo com a compatibilidade. Talvez dentro desta realidade os jornalistas vivem jornalismo as vezes em tudo.

Mone Maria disse...

hahaha Muito bom. Casei com um publicitário, mas vários tópicos se encaixam, tipo esse: "Porque é preciso ter alguém para ler os seus textos antes de mandar os frilas para a editora". Ele me entende como ninguém. Publicitário e jornalista tem um lado totalmente inverso, e assim, se completam. Pelo menos no meu caso.

Duda Rangel disse...

Mone, somos todos de Comunicação. Nos entendemos bem. Abraços.