sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sapato neles


O jornalista, esse cara versátil e criativo, já está se especializando em uma nova atividade: o arremesso de sapatos em personalidades desagradáveis. Tudo começou no ano passado com aquele iraquiano maluco, o precursor mundial da modalidade, que presenteou George W. Bush com um par de “pisantes voadores”. Agora, foi a vez de um estudante turco, repórter de um pequeno jornal esquerdista, mandar o seu sapato (apenas um pé) na direção do diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn. Ambos mostraram, porém, uma enorme falta de pontaria, incrível semelhança com o ataque do Fluminense.

No Brasil, ainda nenhum jornalista-arremessador de sapatos em personalidades desagradáveis despontou. Somos sempre carentes de ídolos. Dirão que é por falta de incentivo do poder público, mas eu duvido. O que não falta é gente do poder público pedindo para levar um sapato na orelha. O Gilmar Mendes, por exemplo, vive dando bobeira nas sessões do Supremo. E cadê o nosso jornalista-arremessador para fazer o serviço? Acredito que o Maluf até gostaria de receber uma sapatada, mas desde que fosse, é claro, um clássico 752 da Vulcabras, com sola de borracha.

Eu, que na escola fui campeão de arremesso de bolinhas de papel nas costas do CDF da classe, até poderia me arriscar nesta nova carreira, mas, diante de minha precária situação financeira, a idéia seria uma grande loucura. Só tenho um par de sapatos. Torço, contudo, para que algum outro jornalista brasileiro tome a iniciativa e faça bonito no cenário mundial. Brasileiro é um povo talentoso. Acertaríamos o alvo em cheio e seríamos responsáveis pela criação do “arremesso de sapato-arte”. Alguém se habilita?

7 comentários:

Pih disse...

A comparação com o Fluminese foi fantástica! HAHAHAHAHAHAHA


Dá uma força lá no blog (tá no começo):

www.osindigestos.wordpress.com

Ewerton Martins Ribeiro disse...

Vai ser difícil vermos sapatos voadores por aqui. Jornalista brasileiro, em maioria (e na minha opinião, claro), é covarde. Trabalha pelo ganha-pão diário mas não frita ideias revolucionárias. Não tanto quanto na imprensa internacional, creio. Vejo pelo mercado de Minas: um bando de jornalistas medíocres, que se preocupa menos em prestar o serviço INFORMAÇÃO aos leitores do que conferir na área comercial se a empresa personagem de sua matéria é anunciante. Dureza...

Flávia Romanelli disse...

Se as moçoilas atirarem sapatos de salto pode ficar perigoso. Já pensou o Sarney com um salto agulha cravado na testa... até que não é má ideia!

Fabio Hourneaux disse...

Acho que o Tadeu Schmidt (é assim que escreve???) seria um bom candidato ao posto; se ele arremessar como o irmão fazia...

André HP disse...

Viu... Sabe aquele CDF que você atirava bolinhas de papel?!

Então... Ele deve estar em algum lugar no STF eliminando a obrigatoriedade do diploma...

hahaha...

Ótimo post! Poriam fazer uma matéria nova nas universidades, algo do tipo "arremesso preciso de sapatos em má gestores e dinheiros públicos e outros membros da corja."

Lucas Rossi disse...

Caro, gostei do blog. Interessante. Porém, nesse testo, senti uma visão não muito agradável: Iraquiano Maluco? Lembre-se que dentro da cultura dele, ele apenas demonstrou um descontentamento com o acontecia naquele momento em seu país. É isso. Abraços

Duda Rangel disse...

Flávia, adorei imaginar o Sarney com um salto agulha cravado na testa. Mas acho que nem assim o sujeito largaria o pudê!
André, ótima a sua sugestão de paradeiro para o CDF da classe.
Lucas, não foi um "maluco" no mau sentido. Foi um "maluco" no sentido de ter coragem de jogar os sapatos mesmo sabendo que iria sofrer pesadas conseqüências.
A todos os demais, obrigado pela nobre participação de sempre.
Beijos e abraços do Duda