Ao ser chamado de psicopata
Alguém vai sempre lembrar que a nossa profissão é uma das com mais psicopatas. Sim, tem um ranking que atesta isso. Uma boa dica para estes casos é carregar na bolsa uma máscara modelo Hannibal Lecter. Vista a máscara, faça um olhar de jornalista psicopata (é parecido com o olhar de um jornalista “normal”), dê um grunhido básico e diga à pessoa “quero comer o seu cérebro”. Quando ela se mostrar assustada, emende um “é brincadeirinha, seu cérebro é muito pequeno para saciar a minha fome”.
Quando o agressor apelar para os diminutivos
Forma clássica de bullying. O cara te chama de “reporterzinho”, que trabalha nesse “jornalzinho”. A ideia é fazer o jornalista se sentir mais inferiorizado do que já se sente. Mande o desgraçado tomar no cuzão dele, assim mesmo, cheio de aumentativo.
Quando o agressor disser que hoje qualquer mané pode ser jornalista
Assim como não é necessário diploma para ser cozinheiro, não é necessário para escrever uma matéria jornalística. Alguém ainda vai jogar isso na nossa cara. Putz, alguém já jogou isso na nossa cara. E a gente sabe quem foi. Se algum dia você encontrá-lo, olhe bem nos olhos do sujeito e mande ele... ou melhor, não mande nada, porque o cara é juiz do STF e isso vai acabar dando cadeia. Em pensamento, a ofensa ao tal dotô está liberada.
Ao ser chamado de pobre
Jornalista pobre não é bullying. É pleonasmo. Melhor deixar quieto.
Ao ser chamado de esfomeado
Apesar de ser outra verdade verdadeira, é, sim, configurado bullying neste caso. Lembre ao agressor que você está na terceira pauta do dia, que está há umas seis horas em jejum forçado, que suas taxas de glicemia não param de despencar e que, em questão de minutos, você vai desmaiar. O agressor ficará sensibilizado e, com sorte, até lhe pagará um almocinho. Se isso acontecer, coma feito um esfomeado.
Aos que dizem que jornalista é uma das piores profissões do mundo
O cara chega cheio de sadismo no coração e evoca, de novo, um daqueles malditos rankings que só detonam a gente. Com desprezo, solta um “que bosta ser jornalista, hein?”. Você sorri, finge que não sentiu o golpe, passa seu braço suavemente sobre os ombros do agressor, aproxima sua boca do ouvido dele e sussurra: “caguei para os seus rankingzinhos”.
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quarta-feira, 17 de julho de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
20 riscos da vida de jornalista
1. Risco de pautas nebulosas e oscilações de humor no decorrer do dia.
2. Risco de desenvolver TJC (Transtorno Jornalístico-Compulsivo), como reler a matéria quinhentas vezes.
3. Risco de ser riscado do mapa pelo crime organizado.
4. Risco de encontrar uma bala perdida no meio de uma pauta.
5. Risco de ver anunciante escroto pedir sua cabeça numa bandeja.
6. Risco de ficar encalhado ou, pior, risco de casar com outro jornalista.
7. Risco de descobrir que seu filho – criado com tanto amor e carinho – também quer ser jornalista.
8. Risco de sofrer bullying dos colegas engenheiros.
9. Risco de tomar um pisão no pé numa coletiva lotada.
10. Risco de ser confundido com aquele repórter da Globo, que faz aquele programa, que fala daquele assunto, qual mesmo?
11. Risco de ficar com os dentes amarelos de tanto tomar café.
12. Risco de ficar com os cabelos brancos bem antes da hora.
13. Risco de contrair Estrelíase Aguda.
14. Risco de ter que entrevistar gente que só fala merda, como jogador de futebol e mulher-rã.
15. Risco de levar cantada de fonte.
16. Risco de ser atacado por algum engraçadinho num link de TV.
17. Risco de pés na bunda indesejados.
18. Risco de criar vínculo afetivo com o cheque especial.
19. Risco de enlouquecer ainda muito jovem.
20. Risco de curtir essa loucura.

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2. Risco de desenvolver TJC (Transtorno Jornalístico-Compulsivo), como reler a matéria quinhentas vezes.
3. Risco de ser riscado do mapa pelo crime organizado.
4. Risco de encontrar uma bala perdida no meio de uma pauta.
5. Risco de ver anunciante escroto pedir sua cabeça numa bandeja.
6. Risco de ficar encalhado ou, pior, risco de casar com outro jornalista.
7. Risco de descobrir que seu filho – criado com tanto amor e carinho – também quer ser jornalista.
8. Risco de sofrer bullying dos colegas engenheiros.
9. Risco de tomar um pisão no pé numa coletiva lotada.
10. Risco de ser confundido com aquele repórter da Globo, que faz aquele programa, que fala daquele assunto, qual mesmo?
11. Risco de ficar com os dentes amarelos de tanto tomar café.
12. Risco de ficar com os cabelos brancos bem antes da hora.
13. Risco de contrair Estrelíase Aguda.
14. Risco de ter que entrevistar gente que só fala merda, como jogador de futebol e mulher-rã.
15. Risco de levar cantada de fonte.
16. Risco de ser atacado por algum engraçadinho num link de TV.
17. Risco de pés na bunda indesejados.
18. Risco de criar vínculo afetivo com o cheque especial.
19. Risco de enlouquecer ainda muito jovem.
20. Risco de curtir essa loucura.

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