A rua deveria ser o comprovante de residência de todo jornalista.
A rua tem cheiros, ruídos, cores. Tem histórias.
A rua tem vida que pulsa, tem tragédia, repulsa, tem o cadáver na esquina.
A rua tem prosas. E muita poesia.
A rua tem os risos e os mijos do carnaval. Tem a manifestação unida jamais será vencida. Tem a repressão, a procissão. A rua tem arte, enchente, comício. A rua é um hospício a céu aberto.
A rua, como escreveu o jornalista e rueiro João do Rio, tem uma alma encantadora.
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