A velha imprensa ficou perdidinha com os protestos de junho. Chamou manifestante de vândalo, depois elogiou a polícia, depois mudou o discurso total. Vinagre na mão de jornalista virou arma e deu cadeia. Bala de borracha doeu no olho e na alma. Os ninjas mostraram do asfalto o que a Globo tentou mostrar do helicóptero. As redes sociais pautaram a imprensa. E tudo isso reforçou a questão: qual o futuro do jornalismo? A audiência em queda do Jornal Nacional passou a ser exibida em HD. Bento 16 sacaneou a Ilze, ao renunciar bem nas férias da setorista papal. O El País chegou ao País. A Abril “descontinuou” várias revistas, como a Bravo!. Empresas de comunicação “descontinuaram” o emprego de jornalistas em todo o Brasil. Os bravos do Diário do Pará cruzaram os braços por mais dignidade. O pessoal da EBC também parou. Jornalista faz greve, sim. Pimenta Neves – que medo – passou a andar solto por aí. A Vejinha precisou provar que o Rei do Camarote não era pegadinha do Mallandro. O Fantástico trocou uma Renata por outra. A imprensa começou o ano babando ovo pro Eike e acabou o ano jogando ovo no Eike. O Globo, com meio século de atraso, admitiu que o apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro. Marcelo Rezende coçou o saco ao vivo no Cidade Alerta. A Poeta, com pressa de ver a novela, se levantou da bancada antes da hora. O Tralli chamou o Cheirão de Chorão, ops!, chamou o Chorão de Cheirão. E o Lobão virou colunista da Veja, o que torna o debate sobre o futuro do jornalismo ainda mais urgente, porque o bagulho ficou ainda mais foda.
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Imprensa Retrô 2013
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Um descanso não remunerado para as ideias
O mundo sobreviveu ao fim do mundo, e nós, jornalistas, sobrevivemos a mais um ano difícil. No quesito “sobrevivência”, somos sempre 10, nota 10. Que em 2013 a gente continue lutando, curtindo a profissão, barganhando dias melhores com o destino e rindo, rindo muito. Ah, no quesito “rir da própria desgraça”, também somos nota 10. Com louvor.
Este blogueiro vai dar um descanso não remunerado para as ideias e volta ao ar em 14 de janeiro. O Desilusões perdidas, outro sobrevivente, completa 4 aninhos com mais de 500 textos produzidos. Meu “muito obrigado” a todos que acompanharam meus posts ao longo de mais um ano.
O ano de 2012 foi também especial pela publicação do livro “A vida de jornalista como ela é – o melhor do blog de Duda Rangel”. Feliz pra cacete com a repercussão e muito grato aos que prestigiaram o lançamento em Sampa e aos que têm comprado o livro pela internet, de todos os cantos do Brasil. Em 2013, espero lançá-lo em outras terras, conhecer outras gentes.
Durante os dias de recesso do blog, vai rolar, no Twitter e no Facebook, a tradicional retrospectiva com os melhores (ou piores) posts publicados no blog. Quem ainda não conhece ou ainda não curtiu a página do blog no Facebook, é só clicar aqui. Para seguir no Twitter, aqui.
O livro “A vida de jornalista como ela é” segue sendo vendido pela internet. Sem descanso. Por apenas R$ 22,90 e frete grátis para todo o Brasil. Quem quiser pode pedir até dedicatória, escrevendo para livrododuda@gmail.com. Para comprar, é só clicar aqui.
Um puta 2013 a todos vocês, meus queridos! Duda. :)
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O ano de 2012 foi também especial pela publicação do livro “A vida de jornalista como ela é – o melhor do blog de Duda Rangel”. Feliz pra cacete com a repercussão e muito grato aos que prestigiaram o lançamento em Sampa e aos que têm comprado o livro pela internet, de todos os cantos do Brasil. Em 2013, espero lançá-lo em outras terras, conhecer outras gentes.
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