A exemplo de diversos jornais impressos, A Grande Família também fechou. Ou foi descontinuada, como dizem por aí. Uma homenagem aos personagens-jornalistas desempregados.
Agostinho – é o repórter que inventa declaração da fonte, que dá carteirada em evento pra não pagar.
Tuco – é o filho jornalista largadão que só quer ficar em casa escrevendo seu blog. Trabalhar que é bom, nada.
Dona Nenê – é a editora mãezona da redação cheia de focas.
Lineu – é o editor que adora fiscalizar o texto dos outros, pra ver a validade da matéria, pra checar se rola alguma crase errada.
Paulão da Regulagem – é o jornalista que, apesar de já ser jornalista, ainda não aprendeu o Português. Sofre com o editor “Irineu”, injustiça seja feita.
Seu Floriano – é o saudoso jornalista investigativo.
Bebel – é a repórter que chora quando a pauta cai, chora quando perde a folga no domingo, chora quando recebe o salário.
Mendonça – é o editor-chefe maluco cachaceiro das antigas.
Marilda – é a repórter que, prevendo que o jornal afundaria, pula fora antes disso e se torna uma assessora de imprensa de sucesso em outra redação.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
Tipos de jornalistas neuróticos
Maria Luisa sempre acha que o gravador vai parar de funcionar no meio da entrevista. Ela confere a todo o momento se a luzinha do REC está dando algum sinal de vida. É um olho no gravador, outro no entrevistado. Nas perguntas mais importantes, são os dois olhos no gravador. Os ouvidos que cuidem do resto.
Leonardo é o repórter que lê 15 vezes o texto antes de publicá-lo. Pode ser uma matéria de capa ou um comentário no Facebook. Vai que tem uma vírgula desajeitada, um tropeço de digitação. Até depois de divulgado o texto, Leonardo checa se está tudo certo mesmo. Só mais umas duas leituras. Pra garantir.
Rosinha é assessora de imprensa. Rosinha pira em coletiva. Rosinha, coitada, imagina que o restaurante escolhido para o evento não é tão bom como disseram, que os black blocs vão fechar a rua do restaurante num protesto qualquer, que poucos jornalistas vão aparecer, que o seu cliente vai ficar puto da vida.
Desde que perdeu uma matéria de 80 linhas por um pau no note, Juliana tem pânico de textos longos. Pensou até em desistir do sonho de escrever uma matéria de 11 páginas na Piauí e focar em conteúdo para celular. Com a ajuda de um terapeuta holístico, porém, aprendeu que o remédio é simples: apertar o tal de Ctrl B.
João Henrique não consegue ficar um minuto fora da internet. Algo extraordinário pode acontecer e ele será o último a saber. Nunca! Um dia João Henrique quase surtou ao ficar uma hora desconectado. Uma hora é tempo suficiente para o papa morrer, um Boeing cair ou o Neymar trocar de namorada. Já imaginou?
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Leonardo é o repórter que lê 15 vezes o texto antes de publicá-lo. Pode ser uma matéria de capa ou um comentário no Facebook. Vai que tem uma vírgula desajeitada, um tropeço de digitação. Até depois de divulgado o texto, Leonardo checa se está tudo certo mesmo. Só mais umas duas leituras. Pra garantir.
Rosinha é assessora de imprensa. Rosinha pira em coletiva. Rosinha, coitada, imagina que o restaurante escolhido para o evento não é tão bom como disseram, que os black blocs vão fechar a rua do restaurante num protesto qualquer, que poucos jornalistas vão aparecer, que o seu cliente vai ficar puto da vida.
Desde que perdeu uma matéria de 80 linhas por um pau no note, Juliana tem pânico de textos longos. Pensou até em desistir do sonho de escrever uma matéria de 11 páginas na Piauí e focar em conteúdo para celular. Com a ajuda de um terapeuta holístico, porém, aprendeu que o remédio é simples: apertar o tal de Ctrl B.
João Henrique não consegue ficar um minuto fora da internet. Algo extraordinário pode acontecer e ele será o último a saber. Nunca! Um dia João Henrique quase surtou ao ficar uma hora desconectado. Uma hora é tempo suficiente para o papa morrer, um Boeing cair ou o Neymar trocar de namorada. Já imaginou?
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quinta-feira, 5 de junho de 2014
Se o povo de Em Família fosse jornalista
Helena é a repórter que, na juventude, foi apaixonada pelo jornalismo policial, mas preferiu se casar com a assessoria de imprensa. Após uma relação estável de 20 anos com os releases, reencontra o seu antigo amor e fica completamente balançada.
Luiza é a filha de Helena, que também se envolveu com o jornalismo policial. Agora é toda noite ronda em delegacia, BO com exclusividade, uma loucura.
Os velhinhos do asilo são os revisores. Lembra deles? Os caras que antigamente corrigiam as merdas de Português dos textos.
Juliana é a repórter louca para roubar a pauta dos outros.
Gabriel é o estagiário do assistente do analista de comunicação: tá lá, mas ninguém sabe quem é.
Cadu é o jornalista decadente que luta por um transplante de conta bancária com alguém da família Marinho.
Shirley é a repórter que também quer porque quer a porra do jornalismo policial.
Clara e Marina são uma espécie de casal 20, tipo William Bonner e Fátima Bernardes. Só não me pergunte, por favor, quem é o William Bonner no caso.
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Os velhinhos do asilo são os revisores. Lembra deles? Os caras que antigamente corrigiam as merdas de Português dos textos.
Juliana é a repórter louca para roubar a pauta dos outros.
Gabriel é o estagiário do assistente do analista de comunicação: tá lá, mas ninguém sabe quem é.
Cadu é o jornalista decadente que luta por um transplante de conta bancária com alguém da família Marinho.
Shirley é a repórter que também quer porque quer a porra do jornalismo policial.
Clara e Marina são uma espécie de casal 20, tipo William Bonner e Fátima Bernardes. Só não me pergunte, por favor, quem é o William Bonner no caso.
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terça-feira, 19 de novembro de 2013
Se o povo de Amor à Vida fosse jornalista (versão atualizada)
Félix – é o picareta que só se dá mal, dono da frase “Será que eu botei cartucho remanufaturado na impressora do Gutenberg?”.
Valdirene – é a foca que passa a ser adestrada de acordo com os mais refinados manuais de redação e estilo do jornalismo.
Guto, Patrícia, Michel e Silvia – moderninhos, frequentam redações de swing, onde trocam de parceiros para escrever matérias a quatro mãos.
Linda – é a repórter que, ao deixar o mundinho da redação onde vivia presa, descobre que as matérias na rua são bem mais legais.
Paulinha – é a jovem dividida entre um trampo descolado em mídias sociais e um empreguinho careta de redatora de economia.
Aline – é a imprensa que se diz séria, mas adora uma manipulação.
César – é o jornalista que se diz sério, mas adora uma imprensa manipuladora.
Bernarda e Lutero – depois de décadas sem fazer uma pauta, são os editores da terceira idade que decidem reviver os bons tempos de reportagem.
Eron – é o jornalista que ora quer trabalhar numa redação convencional, ora quer ser assessor de imprensa, e ora quer as duas coisas ao mesmo tempo.
Pilar – é a publicação impressa que perdeu o poder de sedução, a autoestima, e foi trocada por uma jovem mais atraente, a internet.
Amarilys – é a repórter que roubou a pauta do melhor amigo e não devolve de jeito algum.
Paloma – é a assessora que pira ao saber que o seu release, gerado com tanto carinho e tantos superlativos, foi jogado numa lixeira de computador.
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Valdirene – é a foca que passa a ser adestrada de acordo com os mais refinados manuais de redação e estilo do jornalismo.
Guto, Patrícia, Michel e Silvia – moderninhos, frequentam redações de swing, onde trocam de parceiros para escrever matérias a quatro mãos.
Linda – é a repórter que, ao deixar o mundinho da redação onde vivia presa, descobre que as matérias na rua são bem mais legais.
Paulinha – é a jovem dividida entre um trampo descolado em mídias sociais e um empreguinho careta de redatora de economia.
Aline – é a imprensa que se diz séria, mas adora uma manipulação.
César – é o jornalista que se diz sério, mas adora uma imprensa manipuladora.
Bernarda e Lutero – depois de décadas sem fazer uma pauta, são os editores da terceira idade que decidem reviver os bons tempos de reportagem.
Eron – é o jornalista que ora quer trabalhar numa redação convencional, ora quer ser assessor de imprensa, e ora quer as duas coisas ao mesmo tempo.
Pilar – é a publicação impressa que perdeu o poder de sedução, a autoestima, e foi trocada por uma jovem mais atraente, a internet.
Amarilys – é a repórter que roubou a pauta do melhor amigo e não devolve de jeito algum.
Paloma – é a assessora que pira ao saber que o seu release, gerado com tanto carinho e tantos superlativos, foi jogado numa lixeira de computador.
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terça-feira, 30 de julho de 2013
Se o povo de Amor à Vida fosse jornalista
Félix – é a colunista de fofoca má, famosa pelo bordão “Eu salguei a boca-livre”.
Nicole – é a foca que recebe a desesperadora notícia de que tem apenas seis minutos para o deadline.
Patrícia – desiludida com os empregos de carteira assinada, é a repórter que decide viver de frilas.
Amarilys – é a jornalista que aluga seu MTB para dois amigos não jornalistas que desejam criar uma revista.
Valdirene – faz de tudo para ficar rica. Estuda Engenharia, Medicina, mas não consegue se livrar da vida de jornalista.
Lutero – com dificuldades para ler o teleprompter, é o experiente âncora de TV afastado da bancada por estar “velho”.
Atílio – é um ministro do STF que, ao sofrer uma acusação de sonegação fiscal, fica abalado, perde a memória e assume a identidade de um jornalista sem diploma.
Tetê Parachoque-Paralama – foi uma famosa “moça do tempo” na TV Tupi e, hoje, escreve num jornalzinho de bairro.
Perséfone – aos 37 anos, está subindo pelas paredes da redação para conseguir assinar a primeira matéria de capa da sua vida.
César – é o pai que não consegue aceitar que o filho jornalista é, sim, colunista de fofoca.
Michel e Bruno – são os jornalistas bonitões da TV, mas que quando abrem a boca para fazer uma passagem, meus Deus, troço ruim da porra.
Paloma – é a repórter que passou 13 anos procurando a agenda de telefones perdida no banheiro de um bar e, quando a encontra, percebe que está tudo desatualizado.
Ninho Chupetinha – é o jornalista clássico: desapegado ao dinheiro e a uma vida careta.
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Valdirene – faz de tudo para ficar rica. Estuda Engenharia, Medicina, mas não consegue se livrar da vida de jornalista.
Lutero – com dificuldades para ler o teleprompter, é o experiente âncora de TV afastado da bancada por estar “velho”.
Atílio – é um ministro do STF que, ao sofrer uma acusação de sonegação fiscal, fica abalado, perde a memória e assume a identidade de um jornalista sem diploma.
Tetê Parachoque-Paralama – foi uma famosa “moça do tempo” na TV Tupi e, hoje, escreve num jornalzinho de bairro.
Perséfone – aos 37 anos, está subindo pelas paredes da redação para conseguir assinar a primeira matéria de capa da sua vida.
César – é o pai que não consegue aceitar que o filho jornalista é, sim, colunista de fofoca.
Michel e Bruno – são os jornalistas bonitões da TV, mas que quando abrem a boca para fazer uma passagem, meus Deus, troço ruim da porra.
Paloma – é a repórter que passou 13 anos procurando a agenda de telefones perdida no banheiro de um bar e, quando a encontra, percebe que está tudo desatualizado.
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