Repórter sem frescura vai pra pauta até de busão. Escreve sem mesa. Com a bunda no chão. Não se melindra com assessor que acompanha entrevista. Dorme em banco de delegacia.
Repórter sem frescura faz anotação em verso de papel impresso. No guardanapo do bar. Caneta? Com nome de empresa, caneta-jabá. No máximo uma legítima Montblanc de camelô.
Repórter sem frescura apura matéria mesmo com o barulho de vozes, telefones e teclados na redação. Não tem aquela coisa de “chiiiiii” pra cá, “chiiiiii” pra lá. Não fica pedindo pra baixar o ar, pra subir o ar.
Repórter sem frescura almoça no bar do seu Zezé. Prato feito. Feito pedreiro. Copo d´água no copo de requeijão. Não reclama do pagode no carro de reportagem.
Repórter sem frescura não fica com nhenhenhém pra entrar em favela. Mete o pé na lama sem drama.
Repórter sem frescura não tem nojinho do mundo.
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
Repórter sem frescura
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