Tem o jornalista que não vê a hora de o segundo turno acabar para voltar a viver e se desintoxicar dos discursinhos, do beija-mão e de outras mentiras. Tem o jornalista que não vê a hora de o segundo turno acabar para não precisar mais ler tanta mensagem raivosa no Facebook. Tem o jornalista que trabalha na assessoria de um candidato, mas vota no outro e que ninguém saiba disso, ok? Tem o jornalista que não suporta o editorial do patrão, mas o que eu posso fazer se preciso deste emprego? Tem o jornalista com saudade da Copa do Mundo. Tem o jornalista que adora bastidor de debate na TV. Tem o jornalista que comenta pesquisa e, veja bem, este resultado pode significar isso, mas também pode significar aquilo e blá-blá-blá. Tem o jornalista que preferia ser mesário a trabalhar na cobertura da apuração, porque trampo de mesário acaba mais cedo e ainda rola um sanduba de mortadela. Tem o jornalista que se esforça para promover reflexões isentas e inteligentes nas redes sociais. Tem o jornalista que pensa e agora que o frila da eleição acabar o que eu vou fazer da vida? Tem o jornalista que compartilha o Reinaldo e tem o que compartilha o Gregório. Tem o jornalista todo orgulhoso por registrar um momento tão importante da história. Tem o jornalista todo feliz porque até o fim do mês cai a grana do frila da eleição, mas, claro, sempre com uma margem de erro de 30 dias para mais.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
10 micos de um jornalista no Facebook
1. Postar selfies tietando entrevistados famosos.
2. Entupir a timeline dos amigos com pedidos de personagens para matérias.
3. Publicar intimidades jornalísticas impublicáveis, como o salário de repórter, e acabar sofrendo bullying virtual.
4. Ler uma informação falsa de uma página falsa e, a partir dela, escrever uma matéria falsa, acreditando ser tudo verdade.
5. Curtir a publicação da própria matéria. Aquela que ninguém curtiu.
6. Transformar o Facebook no seu grande pauteiro. Há vida também fora das redes sociais.
7. Dar uma opinião desnecessária só por achar que jornalista deve ter opinião sobre tudo.
8. Marcar 500 pessoas na porra da opinião desnecessária.
9. Encher o saco dos amigos para jogar Freela Heroes Saga.
10. Postar a foto do filé mignon ao molho madeira a ser devorado numa boca-livre.
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5. Curtir a publicação da própria matéria. Aquela que ninguém curtiu.
6. Transformar o Facebook no seu grande pauteiro. Há vida também fora das redes sociais.
7. Dar uma opinião desnecessária só por achar que jornalista deve ter opinião sobre tudo.
8. Marcar 500 pessoas na porra da opinião desnecessária.
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