Noite infeliz (versão de Noite feliz)
Noite infeliz, noite infeliz
Editor, por favor
Ou vou embora ou perco meu trem
Moro na Lapa e é longe, meu bem
Tem baldeação lá na Luz
Tem baldeação lá na Luz.
Soa o tiro (versão de Toca o sino, versão de Jingle bells)
Hoje a pauta é fera juntos eu e ela
Vamos à favela que o bicho vai pegar
Ao soar o tiro, tiro dos meninos
Sobe o Caveirão para apavorar.
Põe colete, minha filha, para o seu bem
Tem azul, amarelo e rosa também
Ligo a câmera, tudo pronto pra gente gravar
Só cuidado pruma bala não te encontrar.
Papel morreu? (versão de Anoiteceu)
Eu pensei que a internet fosse acabar com o papel
Os feirantes reclamaram, passarinhos protestaram
Brincadeira mais cruel.
Já faz tempo que o matam, mas o meu jornal-papel vai bem
Com certeza já morreu e morreu há muito tempo
Para aqueles que não lêem.
Até no Natal (versão de Bom Natal)
Quero ver você não chorar
Se um furo tomar
E um puta esporro levar.
Quero ver você não sofrer
Se o texto escrever
Mas no fim a pauta cair.
Se achar a grana ruim
Tão ruim assim vou dizer...
Glamour não existe
O dissídio é triste
Jornalismo é puro amor.
É Natal, até no Natal
Um plantão a mais pra você
Pra você.
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Cantigas jornalísticas de Natal que a cantora Simone jamais ousaria gravar
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