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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Hits de Avenida Brasil (versão para jornalistas)


Odeio quando a pauta cai
(versão de Assim você mata o papai)

Ai, ai! Ai, ai, ai, ai! Odeio quando a pauta cai
Ai, ai! Ai, ai! Texto fechado e tudo mais
Ai, ai! Ai, ai, ai, ai! Odeio quando a pauta cai
Ai, ai! Ai, ai! Anúncio bom é o carai.


Salário safado
(versão de Cachorro perigoso)

Salário magrinho, safado, vergonhoso e pronto pra causar horror
Louco pra acabar logo.


Aniversário da minha mulher
(versão de Amiga da minha mulher)

Aniversário da minha mulher
Pois é, pois é
E eu ralando num plantão sem fim
Enfim, enfim.


Sem razão
(versão de Minha razão)

Eu me apaixonei tão de repente
Mas era um foca inocente
Nem conhecia o pescoção.

Quando o jornalismo pega a gente
É como um vício, uma aguardente
Você esquece a razão.


Vem fechar com tudo
(versão de Vem dançar com tudo)

Oi oi oi
Vem fechar comigo
Atenção no ritmo
Não vai poder bobear.

Todos apressados
Até o fim da noite
Calhau é pra evitar.

Mexe e reescreve
Tira a viúva
Lead tá errado
Corta um bocado.


Eu quero fri, eu quero la
(versão de Eu quero tchu, eu quero tcha)

Eu quero fri, eu quero la
Eu quero fri-la-la, fri-fri-la
Fri-la-la, fri-fri-la.


Leia também: Se o povo de Avenida Brasil fosse jornalista
 

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bonde da redação


O jornal todo
(versão de O baile todo – Bonde do Tigrão)

Só redatoras (hu-hu-hu-hu-hu)
As diplomadas (hu-hu-hu-hu-hu)
Reportezudas (hu-hu-hu-hu-hu)
As focas todas. (hu-hu-hu-hu-hu)

Todas na pressão
É o bonde da redação
Esquece a TPM
Tem trabalho de montão.


Uma pautinha não dói
(versão de Um tapinha não dói – Mc Naldinho)

Mais uma pauta não dói
Uma pautinha não dói
Uma pautinha não dói
A quarta do dia.

Mais uma pauta não dói
Uma pautinha não dói
Uma pautinha não dói
A quinta do dia.


Salário de dar dó
(versão de Egüinha Pocotó – Mc Serginho)

Vou pedindo um dinheirinho
Pra mãezinha e pra vovó
Meu salário de repórter
É pequeno de dar dó.

De dar dó, de dar dó, de dar dó
Meu salário é de dar dó
De dar dó, de dar dó, de dar dó
Meu salário é de dar dó.

Já pensei em vender coco
E até dar meu rabicó
Eu preciso inteirar
O meu salário de dar dó.

De dar dó, de dar dó, de dar dó
Meu salário é de dar dó
De dar dó, de dar dó, de dar dó
Meu salário é de dar dó.


Vaidosa
(versão de Glamurosa – Mc Marcinho)

Vaidosa
Rica e importante
Bem famosa
Com Esso na estante
Quer ser top, muito foda
Dona da redação
Mas é só a foca
Pobre e cheia de ilusão.


Vem, migalha ou Funk do Dissídio
(versão de Vai, Lacraia – Mc Serginho)

Vem, migalha
Vem, migalha
Vem, migalha
Vem, migalha.


Corte na redação
(versão de Cerol na mão – Bonde do Tigrão)

Quer ficar? Quer ficar?
O patrão não vai deixar
Quer ficar? Quer ficar?
O patrão não vai deixar
Passaralho é cruelzão
É, sim, é, sim
Vai cortar teu cabeção
Vai, sim, vai, sim
Vai mostrar quem é o patrão
Dar um pé no popozão
Então congela, congela
Congela o empregão
Limpa a gavetinha
Tem mais vaga, não
É o corte na redação.


Diploma é coisa do passado
(versão de Beijo na boca – Furacão 2000)

Nosso diploma é coisa do passado
A moda agora é
Registro liberado.


Estressadinha
(versão de Atoladinha – Tati Quebra-Barraco)

Piririn, piririn, piririn
Alguém ligou pra mim
Piririn, piririn, piririn
Alguém ligou pra mim
Quem é?
Sou eu, o assessor
E uma pauta vou te dar
Exclusiva e diferente
O release vou mandar
Vai me deixar em paz?
Não, não, vou perturbar
Vai me deixar em paz?
Não, não, vou perturbar
Tô ficando estressadinha
Tô ficando estressadinha
Tô ficando estressadinha
Calma, calma, pauteirinha.


Conquista
(versão de Conquista – Claudinho e Buchecha)

Sabe (thu-ru-ru-ru)
Estou louco pra escrever (oh, yes)
Sabe (thu-ru-ru-ru)
Jornalista eu quero ser (iê-iê-iê-iê)

Sabe (thu-ru-ru-ru)
Estou louco pra escrever (oh, yes)
Sabe (thu-ru-ru-ru)
Jornalista eu quero ser (iê-iê-iê-iê)

E a porra do tempo não passa
E eu quero ter
Um emprego, enfim
Nada se compara
Ao tal do fazer
Tô muito a fim
De gravar, apurar
E depois publicar
No jornal, meu amor
Facul tem que acabar!
Oh, yes, oh, yes!

Já faz mais de ano
Que eu tô estudando
Vidinha pau no cu
Quero adrenalina
Sentir alegria e dor
Na real tudo fica blue.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Marchinhas jornalísticas de carnaval


Me dá um frila aí (versão de Me dá um dinheiro aí)

Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí
Ei, você aí, me dá um frila aí
Me dá um frila aí.

Não vai dar?
Não vai dar, não?
Vou te ligar e ir à redação
Te enlouquecer de tanto insistir
Me dá, me dá, me dá (oi)
Me dá um frila aí.


A audiência do jornal (versão de A pipa do vovô)

A audiência do jornal não sobe mais
A audiência do jornal não sobe mais
Apesar de explorar só desgraça
O jornal já perdeu o seu gás.

Ele tentou uma chacinazinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha
Ele tentou mais uma enchentezinha
O Ibope não deu nenhuma subidinha.


Passaralho (versão de Saca-rolha)

Cabeças vão rolar
Um pé na bunda eu não quero é levar
É o passa-passa-passa-passa-passaralho
Vamos saber quem vai sobrar!


Imprensa não é livre (versão de Cachaça não é água)

Você pensa que a imprensa é livre?
Imprensa não é livre, não.
Ser livre é falar verdades
Sem medo de uma demissão.


Ô, produtor (versão de Allah-lá-ô)

Ô, produtor, ô ô ô ô ô ô
Tu demorô, ô ô ô ô ô ô
Pra agendar a entrevista que me falta
A rival foi mais esperta
E furou a nossa pauta.


Nenhum riso (versão de Máscara negra)

Nenhum riso, ó, nem alegria
Mais de dez palhaços de plantão
Todo mundo festejando o carnaval na avenida
E a gente na redação.


Salário do Zezé (versão de Cabeleira do Zezé)

Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?! (jor-na-lis-ta)
Olha o salário do Zezé!
Será que ele é?!
Será que ele é?!

Será que ele ganha o piso?
Será que ele é muito ralé?
Parece repórter de rádio
Mas isso eu não sei se ele é.

Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele! (pã pã)

Melhora o salário dele! (pã pã)
Melhora o salário dele!


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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cancioneiro jornalístico


Do Gutenberg ao portal – Tim Maia

Você não soube apurar – Blitz

O bêbado é o jornalista – Elis Regina

Geração Copia-e-Cola – Legião Urbana

Repórter velha (é que faz matéria boa) – Sérgio Reis

É bom para o jornal – Rita Cadillac

Chuva de pauta – Gal Costa

Pescoções psicodélicos – Lobão

É proibido filmar – Roberto Carlos

Não deixe o impresso morrer – Alcione

Tomar café (café não costuma faiá) – Gilberto Gil

Ilusão de estudante – Milton Nascimento

Codinome Assessor – Cazuza

Agora só falta escrever – Rita Lee

Liberdade pra dentro da imprensa – Natiruts

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cantigas jornalísticas de Natal que a cantora Simone jamais ousaria gravar


Noite infeliz (versão de Noite feliz)

Noite infeliz, noite infeliz
Editor, por favor
Ou vou embora ou perco meu trem
Moro na Lapa e é longe, meu bem
Tem baldeação lá na Luz
Tem baldeação lá na Luz.


Soa o tiro (versão de Toca o sino, versão de Jingle bells)

Hoje a pauta é fera juntos eu e ela
Vamos à favela que o bicho vai pegar
Ao soar o tiro, tiro dos meninos
Sobe o Caveirão para apavorar.

Põe colete, minha filha, para o seu bem
Tem azul, amarelo e rosa também
Ligo a câmera, tudo pronto pra gente gravar
Só cuidado pruma bala não te encontrar.


Papel morreu? (versão de Anoiteceu)

Eu pensei que a internet fosse acabar com o papel
Os feirantes reclamaram, passarinhos protestaram
Brincadeira mais cruel.

Já faz tempo que o matam, mas o meu jornal-papel vai bem
Com certeza já morreu e morreu há muito tempo
Para aqueles que não lêem.


Até no Natal (versão de Bom Natal)

Quero ver você não chorar
Se um furo tomar
E um puta esporro levar.

Quero ver você não sofrer
Se o texto escrever
Mas no fim a pauta cair.

Se achar a grana ruim
Tão ruim assim vou dizer...

Glamour não existe
O dissídio é triste
Jornalismo é puro amor.

É Natal, até no Natal
Um plantão a mais pra você
Pra você.


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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O "rei" Roberto Carlos canta seus clássicos jornalísticos



Espaços (versão de Detalhes)

Espaços tão pequenos
Pra depois
Ter textos muito grandes
Pra escrever
E a toda hora eu fico
Aqui cortando
Para caber.


Jornalista à moda antiga
(versão de Amante à moda antiga)

Eu sou um jornalista à moda antiga
Do tipo que ainda fuma horrores
Apesar de umas safenas e a barriga avantajada
Ainda como uma picanha acebolada.


Tem dissídio (versão de Jesus Cristo)

Tem dissídio, tem dissídio
Tem dissídio me alegrando aqui.

(Agora todo mundo batendo palma)

Tem dissídio, tem dissídio
Tem dissídio me alegrando aqui.

(Agora só quem não recebe aumento há muito tempo)

Tem dissídio, tem dissídio
Tem dissídio me alegrando aqui.


Nossa senhora (versão de Nossa Senhora)

Nossa senhora do bom plantão
Cuida do meu domingão
Que ninguém morra-a
Neste período
Eu tô sozinho
Cuida de mim.


O descanso (versão de O portão – “Eu voltei”)

Eu folguei!
Nem deu pra acreditar
Consegui
Dormir e vegetar
Eu folguei!
Um dia lembrarei
Eu folguei...


Depressões (versão de Emoções)

Sei que a profissão
Eu quis abandonar
Até cafetão
Já pensei em virar
Só ralei e me fodi
Mas o importante
É que não desisti...

Só ralei e me fodi
Mas o importante
É que não desisti.

Leia também: Chico Buarque canta seus clássicos jornalísticos

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Chico Buarque canta seus clássicos jornalísticos


História de uma jornalista
(versão de História de uma gata)

Nós, jornalistas, já nascemos pobres
Pior, não nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Aumento, jamais receberás.


Vai chegar (versão de Vai passar)

Ai que vida de merda, ô lerê
Ai que vida de bosta, ô lará
O anúncio do passaralho geral vai chegar.

Ai que vida de merda, ô lerê
Ai que vida de bosta, ô lará
O anúncio do passaralho geral... vai chegar.


Meu caro inimigo (versão de Meu caro amigo)

De madrugada rola muito besteirol
Tem piadinhas e papo de futebol
Compraram pizza e umas latas de Skol
Mas o que eu quero é lhe dizer...
Que a coisa aqui tá preta
Até as quatro vai ter muita ralação
Os olhos vão fechando, que cansaço, que maré
Trabalho e mais trabalho e também sem um café
Ninguém suporta o pescoção.


O emprego (versão de A banda)

O foca triste que vivia sem grana sorriu
O frila triste que vivia na lama curtiu
Jornalistada toda se assanhou
Pra ver o emprego chegar
Mesmo pra ser revisor.

Pra ver o emprego chegar
Mesmo pra ser revisor.


O que será (versão de O que será)
O que será, que será?
Que passa na cabeça
De um estudante
Que busca uma carreira
Gratificante
Mas faz uma besteira
E cai no abismo
Esquece Engenharia
Faz Jornalismo
E vive a ilusão
Dos infelizes
Está na profissão
Das maluquices
Na área dos fodidos
Incompreendidos
Em todos os sentidos
Que vida terá?
Que nunca deu dinheiro
Nem nunca vai dar
Que nunca deu futuro
Nem nunca vai dar
Mas tem o seu fascínio.


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