O jornalista não se contenta apenas com o jabá natalino básico que chega todo ano às redações – panetone e espumante. Ele quer sempre mais. Dê uma refeição a um jornalista e ele se tornará seu amigo. Dê um presente e ele se tornará seu melhor amigo!
E como livro é sempre uma ótima pedida aos que amam ler, caso dos jornalistas (será mesmo?), a enquete que acaba de entrar no ar quer saber qual o melhor livro-presente para um jornalista neste Natal. Vote na coluna à direita do blog! Mas não se esqueça: o jornalista merece carinho e atenção durante todo o ano. Não adianta lembrar dele apenas no Natal.
A pesquisa que chegou ao fim – O que você achou da cobertura da imprensa nas eleições 2010? – teve como vencedora a alternativa “Os debates foram sacais. Só salvou o Plínio”, com 38% dos votos, seguida bem de perto pela opção “Odiei. As preferências partidárias de alguns veículos me enojaram”, com 34%. Os que "adoraram" ou "gostaram" somaram apenas 6%. A imprensa não engana os jornalistas.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Mimos natalinos
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Pais e filhos
O filho estava cinco minutos atrasado, mas pareciam cinco horas, tamanha era a ansiedade de seu pai. O que ele teria de tão importante para revelar?, pensava o velho.
O filho não deu pista alguma. Será que o Bruno, aquele seu amigo muito próximo, é muito mais do que um amigo? Será que ele engravidou a faxineira? Será que ele decidiu abandonar o nosso time de coração para torcer pelo rival? Será que ele montou um grupo de pagode? O pai pensou nas possibilidades mais terríveis, sofreu, chorou, assumiu seus erros, eximiu-se de seus erros. No fim, decidiu que apoiaria seu filho qualquer que fosse a revelação.
- O quê, filho? Eu não acredito! Melhor, eu não aceito!
- Pai, é o que eu quero. Só serei feliz assim.
- Mas, filho, por que estudar jornalismo? Já não basta a miséria de seu pai? Por que repetir o meu erro? Eu aceitaria tudo, tudo mesmo, até ser o sogro do Bruno, mas ter um filho jornalista não dá. Te criei com tanto carinho!
O que você, meu caro leitor ou leitora, faria caso seu filho (ou futuro filho) quisesse estudar jornalismo, como você? A nova enquete do blog está no ar! Não deixe de votar!
A pesquisa que acabou de ser encerrada – Qual a maior roubada para um jornalista na cobertura eleitoral? – teve uma disputa apertadíssima, com vitória da alternativa “Ter de falar bem do ‘candidato do jornal’ para manter o emprego”, com 43% dos votos. Em segundo lugar, com 37%, ficou a opção “Perder um domingo de folga para ir a um comício na PQP”.
O filho não deu pista alguma. Será que o Bruno, aquele seu amigo muito próximo, é muito mais do que um amigo? Será que ele engravidou a faxineira? Será que ele decidiu abandonar o nosso time de coração para torcer pelo rival? Será que ele montou um grupo de pagode? O pai pensou nas possibilidades mais terríveis, sofreu, chorou, assumiu seus erros, eximiu-se de seus erros. No fim, decidiu que apoiaria seu filho qualquer que fosse a revelação.
- O quê, filho? Eu não acredito! Melhor, eu não aceito!
- Pai, é o que eu quero. Só serei feliz assim.
- Mas, filho, por que estudar jornalismo? Já não basta a miséria de seu pai? Por que repetir o meu erro? Eu aceitaria tudo, tudo mesmo, até ser o sogro do Bruno, mas ter um filho jornalista não dá. Te criei com tanto carinho!
O que você, meu caro leitor ou leitora, faria caso seu filho (ou futuro filho) quisesse estudar jornalismo, como você? A nova enquete do blog está no ar! Não deixe de votar!
A pesquisa que acabou de ser encerrada – Qual a maior roubada para um jornalista na cobertura eleitoral? – teve uma disputa apertadíssima, com vitória da alternativa “Ter de falar bem do ‘candidato do jornal’ para manter o emprego”, com 43% dos votos. Em segundo lugar, com 37%, ficou a opção “Perder um domingo de folga para ir a um comício na PQP”.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Decifre-o ou o derivativo te devora
Muitos jornalistas têm uma dificuldade enorme em dominar a economia doméstica. Não entendem sequer a equação “salário de fome + gastos excessivos = cheque especial”. Compreender o complexo cenário macroeconômico brasileiro ou mundial, então, torna-se missão duríssima. Ignorância é um fator que inibe muito jornalista de trabalhar na área. É mais fácil questionar o Dunga, que escalou o Josué, do que criticar os caras do Copom, com seus vieses de alta e baixa. A recém-encerrada enquete – Qual a editoria mais chata para um jornalista trabalhar? – teve vitória folgada de “Economia”, com 42% dos votos.
Quando a última grande crise financeira estourou nos Estados Unidos e no mundo, muito jornalista ficou com cara de “o que é subprime?” ou “que porra é essa de derivativo?”. Com certeza, teve jornalista que pensou que o Lehman Brothers era um grupo de rap ou uma companhia circense. Trabalhar em Economia exige dedicação, estudar diversos assuntos e, principalmente, ler bastante o próprio noticiário de Economia e conversar com quem entende. É por esta razão que é tida como uma editoria chata.
Lembro-me muito bem de uma jornalista foca, que manjava pouco de Economia. O máximo a que estava acostumada neste campo era fazer a gestão dos trocados que recebia mensalmente, que ela carinhosamente chamava de salário. Fazia contas simples, para saber, por exemplo, a miséria que seria destinada a pagar o aluguel ou às viagens de ônibus. Quando foi parar no caderno de Economia, mal sabia a diferença de milhões, bilhões ou trilhões. Teve de começar a perceber a grandiosidade dos zeros à direita.
Mas ela aprendeu tudo sobre os zeros à direita. E sobre muitas outras coisas mais. Hoje, domina vários assuntos econômicos. No auge da crise, era ela quem explicava aos jornalistas mais jovens da redação o que era a porra do derivativo. Mas, apesar da evolução de seu conhecimento, ela continua cometendo um erro básico, pois não aprendeu que “salário (ainda) de fome + gastos excessivos = cheque especial”.
A nova enquete, já no ar, quer saber qual a maior roubada para um jornalista na cobertura de uma eleição. Falar bem do “candidato do jornal” para manter o emprego? As velhas ladainhas dos políticos? Acompanhar um comício na PQP no domingo que seria de folga? A eleição está aí. Não deixe de votar!
Quando a última grande crise financeira estourou nos Estados Unidos e no mundo, muito jornalista ficou com cara de “o que é subprime?” ou “que porra é essa de derivativo?”. Com certeza, teve jornalista que pensou que o Lehman Brothers era um grupo de rap ou uma companhia circense. Trabalhar em Economia exige dedicação, estudar diversos assuntos e, principalmente, ler bastante o próprio noticiário de Economia e conversar com quem entende. É por esta razão que é tida como uma editoria chata.
Lembro-me muito bem de uma jornalista foca, que manjava pouco de Economia. O máximo a que estava acostumada neste campo era fazer a gestão dos trocados que recebia mensalmente, que ela carinhosamente chamava de salário. Fazia contas simples, para saber, por exemplo, a miséria que seria destinada a pagar o aluguel ou às viagens de ônibus. Quando foi parar no caderno de Economia, mal sabia a diferença de milhões, bilhões ou trilhões. Teve de começar a perceber a grandiosidade dos zeros à direita.
Mas ela aprendeu tudo sobre os zeros à direita. E sobre muitas outras coisas mais. Hoje, domina vários assuntos econômicos. No auge da crise, era ela quem explicava aos jornalistas mais jovens da redação o que era a porra do derivativo. Mas, apesar da evolução de seu conhecimento, ela continua cometendo um erro básico, pois não aprendeu que “salário (ainda) de fome + gastos excessivos = cheque especial”.
A nova enquete, já no ar, quer saber qual a maior roubada para um jornalista na cobertura de uma eleição. Falar bem do “candidato do jornal” para manter o emprego? As velhas ladainhas dos políticos? Acompanhar um comício na PQP no domingo que seria de folga? A eleição está aí. Não deixe de votar!
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