A nova pesquisa está mais séria e quer conhecer um pouco os hábitos de consumo dos leitores. Quais temas do jornalismo mais atraem seu interesse neste blog? Vida de foca? Agruras da profissão? Ética? Causos da imprensa? Estas e outras opções estão na coluna à direita. Você pode votar em mais de uma alternativa. Manifeste-se também na área de comentários.
A enquete encerrada nesta semana – Qual a pauta mais roubada para um jornalista cobrir? – foi uma das mais disputadas da história do blog. A alternativa vencedora, “Uma palestra de 3 horas de um ambientalista xiita”, teve 19% dos votos. Em segundo lugar, ficou a opção “Velório num domingão de sol”, com 16%.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A pior pauta do mundo
O que é pior para um repórter? Cobrir um velório num domingão de sol? A coletiva de lançamento do CD da cantora Wanessa? Passar o carnaval entrevistando foliões mijões na dispersão do sambódromo? A nova enquete do blog, que já está no ar, quer saber: qual a pauta mais roubada para um jornalista cobrir?. Para votar, basta ir à coluna à direita do blog. Se a sua pauta roubada-mor não está entre as alternativas propostas, manifeste-se no canal de comentários.
A pesquisa anterior – Qual a principal razão que levou você a ser jornalista? – teve a vitória da opção “Sabe que até hoje me faço esta mesma pergunta?”, com 34% dos votos, bem à frente da segunda colocada, a opção “Sempre tive a simples pretensão de mudar o mundo”, com 17%. O resultado mostra que a pergunta atormenta a cabeça de muitos jornalistas. Falta de razão danada!
A pesquisa anterior – Qual a principal razão que levou você a ser jornalista? – teve a vitória da opção “Sabe que até hoje me faço esta mesma pergunta?”, com 34% dos votos, bem à frente da segunda colocada, a opção “Sempre tive a simples pretensão de mudar o mundo”, com 17%. O resultado mostra que a pergunta atormenta a cabeça de muitos jornalistas. Falta de razão danada!
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Nova enquete: qual a principal razão que levou você a ser jornalista?
O coração tem razões que a própria razão desconhece. Com esta frase brega de Pascal, está aberta a nova enquete do blog: qual a principal razão que levou você a ser jornalista? Questão complexa, muito complexa. Você sempre odiou Matemática? Descobriu a profissão numa caixa de Toddynho? Não saberia fazer outra coisa? Participe da pesquisa. É só ir para a coluna à direita do blog e votar. Se o seu motivo não está entre as alternativas da enquete, deixe uma mensagem na área de comentários.
***
Ele troca de emissora de TV mais do que a Luana Piovani troca de namorado, ele garante que não faz jornalismo sensacionalista (convenceu alguém aí?), ele é o vencedor da última enquete deste blog. A pergunta Qual jornalista você levaria para uma ilha deserta e deixaria lá, mofando, sozinho? teve 22% dos votos para José Luiz Datena. Diogo Mainardi, é bem verdade, esforçou-se para ganhar a passagem só de ida, mas acabou na segunda colocação, com 17% dos votos, tecnicamente empatado com Galvão Bueno (16%). Os leitores destacaram que esta foi uma das enquetes mais difíceis. Alguns revelaram a vontade de mandar todos os jornalistas da lista para a ilha, de preferência para uma ilha norueguesa.
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
Qual jornalista você levaria para uma ilha deserta e deixaria lá, sozinho, mofando?
Algumas figuras da nossa imprensa são um pouco inconvenientes. Ou melhor, muito inconvenientes. Quero dizer, chatas mesmo. Por isso, a nova enquete do blog pergunta: Qual jornalista você levaria para uma ilha deserta e deixaria lá, sozinho, mofando? Escolhi 12 nomes, mas admito que a lista poderia ser bem maior. Para abandonar o seu escolhido na ilha, é só ir para a coluna à direita do blog e votar. Caso se lembre de outros jornalistas chatos, manifeste sua opinião na área de comentários.
A enquete que chegou ao fim – Qual a frase mais ouvida por um jornalista? – teve uma disputa bastante acirrada. O resultado foi um empate técnico. A frase tão repetida por nossos sábios pais “Eu falei, meu filho, estuda Engenharia” conquistou 31% dos votos, apenas dois pontos percentuais à frente de “O doutor está em reunião. Não vai poder estar atendendo” (29%).
Em tempo: ficarei uma semana de férias do blog. Volto em 1º de agosto, próxima segunda-feira. Ainda não decidi o que fazer no período de ócio. Pegando dicas na coleção “Que Viagem”, do selo Edith, talvez eu vá para a Casa do Chapéu. Ou para Onde Judas Perdeu as Botas. Qualquer que seja o destino, estarei em alerta no Twitter (@duda_rangel) e no Facebook. A gente se encontra por aí. Abraços e até mais.
A enquete que chegou ao fim – Qual a frase mais ouvida por um jornalista? – teve uma disputa bastante acirrada. O resultado foi um empate técnico. A frase tão repetida por nossos sábios pais “Eu falei, meu filho, estuda Engenharia” conquistou 31% dos votos, apenas dois pontos percentuais à frente de “O doutor está em reunião. Não vai poder estar atendendo” (29%).
Em tempo: ficarei uma semana de férias do blog. Volto em 1º de agosto, próxima segunda-feira. Ainda não decidi o que fazer no período de ócio. Pegando dicas na coleção “Que Viagem”, do selo Edith, talvez eu vá para a Casa do Chapéu. Ou para Onde Judas Perdeu as Botas. Qualquer que seja o destino, estarei em alerta no Twitter (@duda_rangel) e no Facebook. A gente se encontra por aí. Abraços e até mais.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
Qual a frase mais ouvida por um jornalista?
Sejam do editor, do assessor de imprensa ou da própria família, algumas frases perseguem os jornalistas em seu dia-a-dia. “Solta logo esse texto, porra!” e “Eu falei, meu filho, estuda Engenharia” são alguns exemplos. Mas qual é a frase mais ouvida? A nova enquete do blog já está no ar, na coluna à direita da página. Participe, seu voto é muito importante (você já deve ter ouvido muito esta frase também).
A pesquisa que acabou de acabar – Jornalista, você tem medo de quê? – teve a vitória da alternativa “Olhar o saldo da conta bancária”, com 41% dos votos. A segunda opção mais votada foi “Ser só um número na estatística do desemprego”, com 27%.
A pesquisa que acabou de acabar – Jornalista, você tem medo de quê? – teve a vitória da alternativa “Olhar o saldo da conta bancária”, com 41% dos votos. A segunda opção mais votada foi “Ser só um número na estatística do desemprego”, com 27%.
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sexta-feira, 17 de junho de 2011
Enquete: você tem medo de quê?
A nova enquete do blog fala de medo, temor, pavor, pânico, fobia, cagaço. O que pode ser mais assustador para um jornalista? Tomar um furo? Se apaixonar pela profissão e sofrer? Olhar o saldo de sua conta bancária? Liberte-se de seus fantasmas e participe da votação na coluna à direita da página.
A enquete recém-encerrada – Qual o tipo mais chato de jornalista? – foi barbada. A alternativa “O que acha que sabe muito” venceu com 50% dos votos, bem à frente da segunda opção mais votada, “O que conta vantagem só porque deu um furo de merda”, com 18%. Enfim, para os leitores do blog, os colegas metidos a “fodões” são os mais insuportáveis. Um tipo que tem aos montes por aí.
A enquete recém-encerrada – Qual o tipo mais chato de jornalista? – foi barbada. A alternativa “O que acha que sabe muito” venceu com 50% dos votos, bem à frente da segunda opção mais votada, “O que conta vantagem só porque deu um furo de merda”, com 18%. Enfim, para os leitores do blog, os colegas metidos a “fodões” são os mais insuportáveis. Um tipo que tem aos montes por aí.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Enquete: qual o tipo mais chato de jornalista?
Jornalista chato é uma praga que dá em todas as redações. Tem o que adora dar palpite no texto alheio. Tem o que chega atrasado à coletiva e quer saber tudo o que já rolou, tem o que vive pedindo contato telefônico de entrevistados. E tantos outros. Mas qual tipo é o mais chato? Está no ar a nova enquete do blog.
Vá até a coluna à direita e participe. O quê? Não quer votar? Está sem tempo? Não tem saco para enquetes em blogs? Deixa de ser chato, pô! Não custa nada dar uma votadinha.
Ser jornalista e ter liberdade é, mais ou menos, como trabalhar numa segunda-feira e ficar todo empolgado. Coisas que não combinam. A pesquisa encerrada – Você se considera um jornalista livre? – teve a vitória da alternativa “Só um instante: preciso de autorização do meu chefe para responder esta enquete”, com 30% dos votos.
Em segundo lugar, com 23%, ficaram as opções “Não. Liberdade de imprensa é como disco voador; dizem que existe, mas eu nunca vi” e “Muito livre, principalmente agora que estou desempregado”.
Vá até a coluna à direita e participe. O quê? Não quer votar? Está sem tempo? Não tem saco para enquetes em blogs? Deixa de ser chato, pô! Não custa nada dar uma votadinha.
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Ser jornalista e ter liberdade é, mais ou menos, como trabalhar numa segunda-feira e ficar todo empolgado. Coisas que não combinam. A pesquisa encerrada – Você se considera um jornalista livre? – teve a vitória da alternativa “Só um instante: preciso de autorização do meu chefe para responder esta enquete”, com 30% dos votos.
Em segundo lugar, com 23%, ficaram as opções “Não. Liberdade de imprensa é como disco voador; dizem que existe, mas eu nunca vi” e “Muito livre, principalmente agora que estou desempregado”.
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
Olha a enquete do blog de volta aí, gente
Depois de um longo e tenebroso inverno, as enquetes do blog estão de volta. E, ao contrário daquelas pesquisas de satisfação safadas que existem aos montes por aí, aqui sua opinião é muito importante. Quero dizer, acho que é, sei lá.
Na semana em que se comemora a libertação dos escravos, vamos falar sobre a liberdade de ser jornalista. Você se considera um jornalista livre? Questão complicada, não? Para responder, basta ir à coluna que fica à direita do blog. Conto com o seu voto.
Na semana em que se comemora a libertação dos escravos, vamos falar sobre a liberdade de ser jornalista. Você se considera um jornalista livre? Questão complicada, não? Para responder, basta ir à coluna que fica à direita do blog. Conto com o seu voto.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Mimos natalinos
O jornalista não se contenta apenas com o jabá natalino básico que chega todo ano às redações – panetone e espumante. Ele quer sempre mais. Dê uma refeição a um jornalista e ele se tornará seu amigo. Dê um presente e ele se tornará seu melhor amigo!
E como livro é sempre uma ótima pedida aos que amam ler, caso dos jornalistas (será mesmo?), a enquete que acaba de entrar no ar quer saber qual o melhor livro-presente para um jornalista neste Natal. Vote na coluna à direita do blog! Mas não se esqueça: o jornalista merece carinho e atenção durante todo o ano. Não adianta lembrar dele apenas no Natal.
A pesquisa que chegou ao fim – O que você achou da cobertura da imprensa nas eleições 2010? – teve como vencedora a alternativa “Os debates foram sacais. Só salvou o Plínio”, com 38% dos votos, seguida bem de perto pela opção “Odiei. As preferências partidárias de alguns veículos me enojaram”, com 34%. Os que "adoraram" ou "gostaram" somaram apenas 6%. A imprensa não engana os jornalistas.
E como livro é sempre uma ótima pedida aos que amam ler, caso dos jornalistas (será mesmo?), a enquete que acaba de entrar no ar quer saber qual o melhor livro-presente para um jornalista neste Natal. Vote na coluna à direita do blog! Mas não se esqueça: o jornalista merece carinho e atenção durante todo o ano. Não adianta lembrar dele apenas no Natal.
A pesquisa que chegou ao fim – O que você achou da cobertura da imprensa nas eleições 2010? – teve como vencedora a alternativa “Os debates foram sacais. Só salvou o Plínio”, com 38% dos votos, seguida bem de perto pela opção “Odiei. As preferências partidárias de alguns veículos me enojaram”, com 34%. Os que "adoraram" ou "gostaram" somaram apenas 6%. A imprensa não engana os jornalistas.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
As eleições e a mídia
As eleições terminaram e muitos jornalistas, depois de um longo período de trabalho árduo, vão poder, enfim, folgar. Será pouco descanso, claro – não se pode deixar este povo pegar gosto pelo fazer-nada –, mas o pouco já será bem-vindo. Neste clima de ressaca eleitoral, a nova enquete do blog quer saber o que você, como leitor (ou como jornalista que fez parte do trabalho), achou da cobertura jornalística do pleito deste ano. Vote na coluna do lado direito da página! Deixe também a sua opinião!
A última enquete – Qual a mancada mais imperdoável de um assessor de imprensa? – chegou ao fim com a vitória acachapante da alternativa “Pedir para aprovar matéria antes da publicação”, com 53% dos votos. Jornalista até tolera receber release esdrúxulo por e-mail – nada que a tecla “delete” não resolva –, mas não admite que alguém se intrometa em seu trabalho. Cada um no seu quadrado.
A última enquete – Qual a mancada mais imperdoável de um assessor de imprensa? – chegou ao fim com a vitória acachapante da alternativa “Pedir para aprovar matéria antes da publicação”, com 53% dos votos. Jornalista até tolera receber release esdrúxulo por e-mail – nada que a tecla “delete” não resolva –, mas não admite que alguém se intrometa em seu trabalho. Cada um no seu quadrado.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Mancadas de um assessor de imprensa
Muitos assessores de imprensa são ótimos parceiros dos jornalistas de redação, colaborando na produção de matérias e, principalmente, dando um presentinho bacana vez ou outra. Mas, de uma forma geral, a relação entre as partes ainda é difícil e com muito desgaste. Alguns assessores mantêm a alcunha de chatos e, em casos mais graves, são demonizados, acusados, por exemplo, de serem favoráveis ao aborto ou de não acreditarem em Deus.
A nova enquete quer entender melhor esta relação cheia de amor e ódio, e ajudar o assessor a evitar atitudes que mancham a imagem do profissional, na maioria dos casos, também jornalista. Qual a mancada mais imperdoável de um assessor de imprensa? Enviar releases esdrúxulos? Criar um falso clima de intimidade, chamando o repórter de “tchutchuquinho”? Pedir para aprovar matéria antes da publicação? Estas e outras opções estão na coluna à direita da página para serem votadas. Participe!
A pesquisa encerrada – Qual best seller você daria de presente ao seu amigo jornalista? – teve um empate técnico, como diriam os institutos de pesquisa. A alternativa “Comer (apenas em evento), Rezar (por um aumento), Amar (se tiver tempo)” ficou em primeiro lugar, com 35% dos votos, e “Quem Mexeu no Meu Texto?” teve 33% da preferência dos eleitores. O amigo-secreto da redação está chegando. Ficam as dicas.
A nova enquete quer entender melhor esta relação cheia de amor e ódio, e ajudar o assessor a evitar atitudes que mancham a imagem do profissional, na maioria dos casos, também jornalista. Qual a mancada mais imperdoável de um assessor de imprensa? Enviar releases esdrúxulos? Criar um falso clima de intimidade, chamando o repórter de “tchutchuquinho”? Pedir para aprovar matéria antes da publicação? Estas e outras opções estão na coluna à direita da página para serem votadas. Participe!
A pesquisa encerrada – Qual best seller você daria de presente ao seu amigo jornalista? – teve um empate técnico, como diriam os institutos de pesquisa. A alternativa “Comer (apenas em evento), Rezar (por um aumento), Amar (se tiver tempo)” ficou em primeiro lugar, com 35% dos votos, e “Quem Mexeu no Meu Texto?” teve 33% da preferência dos eleitores. O amigo-secreto da redação está chegando. Ficam as dicas.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Best seller
Esqueça Dostoiévski, Mann, Proust! Vamos nos limitar àqueles livros que lideram os rankings de vendas das revistas semanais. A idéia é proporcionar apenas uma leitura leve para os raros momentos de folga. Se você quisesse presentear um amigo jornalista com um best seller, qual seria a melhor opção? A nova enquete do blog está no ar! Vote na coluna à direita.
São cinco empolgantes alternativas: Casais de Jornalistas Não Enriquecem Juntos; Comer (apenas em evento), Rezar (por um aumento), Amar (se tiver tempo); Quem Mexeu no Meu Texto?; A Foca e o Editor-Executivo; e Por Que Os Assessores de Imprensa Amam as Pauteiras Poderosas? Notem que Paulo Coelho ficou fora da lista, porque aí também já seria demais! Bons votos!
A enquete que chegou ao fim – Você votaria em um jornalista para o cargo de deputado federal? – teve como vencedora a alternativa “Sim. É preciso aumentar a bancada jornalística no Congresso”, com 48% dos votos. Se até a representatividade dos palhaços será reforçada com a eleição de Tiririca, por que não podemos fortalecer a nossa classe também?
São cinco empolgantes alternativas: Casais de Jornalistas Não Enriquecem Juntos; Comer (apenas em evento), Rezar (por um aumento), Amar (se tiver tempo); Quem Mexeu no Meu Texto?; A Foca e o Editor-Executivo; e Por Que Os Assessores de Imprensa Amam as Pauteiras Poderosas? Notem que Paulo Coelho ficou fora da lista, porque aí também já seria demais! Bons votos!
A enquete que chegou ao fim – Você votaria em um jornalista para o cargo de deputado federal? – teve como vencedora a alternativa “Sim. É preciso aumentar a bancada jornalística no Congresso”, com 48% dos votos. Se até a representatividade dos palhaços será reforçada com a eleição de Tiririca, por que não podemos fortalecer a nossa classe também?
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Você votaria nestes jornalistas para deputado?
Paulinho Foca
Você não me conhece! É que eu acabei de me formar e ainda estou desempregado. Vou lutar por trabalho decente para os jovens jornalistas. Chega de só ficar escrevendo notinha ou cuidando de tabelas e gráficos. Foca vota em foca!
Adílson do Sindicato
Em minha longa trajetória como dirigente sindical, não consegui bons dissídios para a categoria, nem tive sucesso em questões como direitos autorais aos jornalistas e defesa do diploma, mas preciso de uma nova chance. Como deputado, lutarei por você!
Rita de Cássia
Sou mulher, mãe, filha, cunhada, tia, jornalista, repórter, pauteira, fotógrafa, designer, faço frila nas horas vagas e doces para vender na redação e, de madrugada, ainda lavo as cuecas sujas do meu marido! No Congresso, posso fazer muito mais!
Professor Eugênio
Por um curso superior de jornalismo de boa qualidade. Pela inclusão da disciplina “Finanças Pessoais” no currículo. Pela legalização da maconha e do jogo de truco nas universidades públicas. E, claro, pela volta do diploma!
Mulher-nêspera
Quem disse que mulher-fruta não pode ser jornalista também? Por mais gostosas na redação. Abaixo o curso superior! Abaixo a Marília Gabriela! Prometo lutar para que toda gostosa tenha seu próprio programa de previsão do tempo ou de esportes radicais.
Tonhão
Você está cansado de trabalhar por dias e dias sem descanso? Não suporta mais perder o churrasco do domingo por ser obrigado a estar na redação? Chega de exploração! Contra o patrão, ou melhor, contra o plantão, vote Tonhão!
A nova enquete deste blog quer saber se você votaria em um jornalista para deputado federal. Seu voto é muito importante, pelo menos aqui, nesta pesquisa.
A enquete encerrada – Jornalista, em tempos de bullying, que termo pejorativo já te ofendeu ou mais te ofenderia? – teve como vencedora a expressão “Jornaleiro”, com 32% dos votos. Grande parte dos votantes não se incomoda tanto em ser chamada de corno ou cagão, por exemplo. Mas não ouse chamar um jornalista de jornaleiro!
Importante: o resultado da enquete foi repudiado pela Associação Brasileira de Jornaleiros que, em e-mail enviado a este blog, afirmou que "a comparação com os jornalistas também denigre a imagem da categoria".
Você não me conhece! É que eu acabei de me formar e ainda estou desempregado. Vou lutar por trabalho decente para os jovens jornalistas. Chega de só ficar escrevendo notinha ou cuidando de tabelas e gráficos. Foca vota em foca!
Adílson do Sindicato
Em minha longa trajetória como dirigente sindical, não consegui bons dissídios para a categoria, nem tive sucesso em questões como direitos autorais aos jornalistas e defesa do diploma, mas preciso de uma nova chance. Como deputado, lutarei por você!
Rita de Cássia
Sou mulher, mãe, filha, cunhada, tia, jornalista, repórter, pauteira, fotógrafa, designer, faço frila nas horas vagas e doces para vender na redação e, de madrugada, ainda lavo as cuecas sujas do meu marido! No Congresso, posso fazer muito mais!
Professor Eugênio
Por um curso superior de jornalismo de boa qualidade. Pela inclusão da disciplina “Finanças Pessoais” no currículo. Pela legalização da maconha e do jogo de truco nas universidades públicas. E, claro, pela volta do diploma!
Mulher-nêspera
Quem disse que mulher-fruta não pode ser jornalista também? Por mais gostosas na redação. Abaixo o curso superior! Abaixo a Marília Gabriela! Prometo lutar para que toda gostosa tenha seu próprio programa de previsão do tempo ou de esportes radicais.
Tonhão
Você está cansado de trabalhar por dias e dias sem descanso? Não suporta mais perder o churrasco do domingo por ser obrigado a estar na redação? Chega de exploração! Contra o patrão, ou melhor, contra o plantão, vote Tonhão!
A nova enquete deste blog quer saber se você votaria em um jornalista para deputado federal. Seu voto é muito importante, pelo menos aqui, nesta pesquisa.
A enquete encerrada – Jornalista, em tempos de bullying, que termo pejorativo já te ofendeu ou mais te ofenderia? – teve como vencedora a expressão “Jornaleiro”, com 32% dos votos. Grande parte dos votantes não se incomoda tanto em ser chamada de corno ou cagão, por exemplo. Mas não ouse chamar um jornalista de jornaleiro!
Importante: o resultado da enquete foi repudiado pela Associação Brasileira de Jornaleiros que, em e-mail enviado a este blog, afirmou que "a comparação com os jornalistas também denigre a imagem da categoria".
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Tempos de bullying
Quando menos espera, o jornalista é chamado de “cagão” pelo técnico da Seleção Brasileira de futebol numa coletiva de imprensa em plena Copa do Mundo. Ele vira assunto em todos os cantos, passa a ser ridicularizado, a piada da vez. Enquanto autoridades ficam preocupadas apenas com o bullying nas escolas, simplesmente ignoram a existência do bullying contra jornalistas, uma prática triste que cresceu nos últimos tempos.
Eu mesmo, que sempre me entreguei com entusiasmo aos plantões na redação – e me dei mal por tamanha dedicação –, escuto até hoje expressões do tipo “e aí, cornão, tudo beleza?”, proferidas pelo porteiro do meu prédio e, inclusive, por alguns jornalistas que se dizem meus amigos. Muitas vezes, a ofensa ocorre na frente do Nestor. Já imaginaram o estrago psicológico disso tudo para o pobre cão e para o pobre dono?
Há quem diga que chamar um jornalista de “pobre miserável”, por exemplo, é pleonasmo e não bullying. Somos pobres, sim, mas o pessoal também não precisa tripudiar.
A nova enquete do blog quer saber qual o termo pejorativo mais ofendeu ou ofenderia você, meu caro amigo jornalista. Cagão? Corno? Miserável? Jornaleiro? Jabazeiro? Embora muitos colegas tenham vergonha de tornar pública uma ofensa, se você já foi vítima de bullying, conte sua história! É a melhor forma de combatê-lo. Ou não, como diria Caetano.
A enquete que chegou ao fim – O que você faz se rola uma pauta inesperada na hora de ir embora? – teve como vencedora a alternativa “Toca um ‘foda-se’ e enfrenta a situação sem medo”, com 36% dos votos. O resultado, porém, é controverso, afinal todas as demais opções, que indicavam algum tipo de fuga da pauta inesperada, tiveram, juntas, uma votação expressiva. Destaque para “Diz a um colega desavisado: ‘O chefe chamou por você’”. Ou seja, na hora em que o bicho pega, jogar o colega na fogueira ainda é uma boa estratégia.
Eu mesmo, que sempre me entreguei com entusiasmo aos plantões na redação – e me dei mal por tamanha dedicação –, escuto até hoje expressões do tipo “e aí, cornão, tudo beleza?”, proferidas pelo porteiro do meu prédio e, inclusive, por alguns jornalistas que se dizem meus amigos. Muitas vezes, a ofensa ocorre na frente do Nestor. Já imaginaram o estrago psicológico disso tudo para o pobre cão e para o pobre dono?
Há quem diga que chamar um jornalista de “pobre miserável”, por exemplo, é pleonasmo e não bullying. Somos pobres, sim, mas o pessoal também não precisa tripudiar.
A nova enquete do blog quer saber qual o termo pejorativo mais ofendeu ou ofenderia você, meu caro amigo jornalista. Cagão? Corno? Miserável? Jornaleiro? Jabazeiro? Embora muitos colegas tenham vergonha de tornar pública uma ofensa, se você já foi vítima de bullying, conte sua história! É a melhor forma de combatê-lo. Ou não, como diria Caetano.
A enquete que chegou ao fim – O que você faz se rola uma pauta inesperada na hora de ir embora? – teve como vencedora a alternativa “Toca um ‘foda-se’ e enfrenta a situação sem medo”, com 36% dos votos. O resultado, porém, é controverso, afinal todas as demais opções, que indicavam algum tipo de fuga da pauta inesperada, tiveram, juntas, uma votação expressiva. Destaque para “Diz a um colega desavisado: ‘O chefe chamou por você’”. Ou seja, na hora em que o bicho pega, jogar o colega na fogueira ainda é uma boa estratégia.
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segunda-feira, 19 de julho de 2010
Aos 45 do segundo tempo
Naquele dia, o repórter chegou cedo ao trabalho, antes mesmo dos pauteiros. A única TV ligada exibia o Bom Dia Brasil, com os empolgantes comentários de Miriam Leitão. Viu a redação acordar. Os colegas aparecendo, um a um. Os computadores sendo ligados. O silêncio indo embora, a cada nova conversa, com o barulho dos telefones, ao som dos teclados. Precisava escrever uma matéria especial para o fim de semana, além da pauta do dia. Trabalhou pra cacete. Mal teve tempo de fofocar no fumódromo.
Seu único consolo era que, naquela noite, sairia com a mulher para celebrar o primeiro aniversário de casamento. Tinha até reservado uma suíte chique de motel, do tipo que tem piscina aquecida com cascata, puff erótico e teto solar, ideal para destruir as finanças de um jornalista. Amava a mulher. Mas, no final da tarde, quando já se aprontava para escapar da redação, ouviu uma terrível conversa entre o editor e a subeditora do caderno.
- A polícia pegou o Paulinho Bigorna.
- O maníaco que só ataca gordinhas?
- Esse mesmo. Tá no DP de Capão Redondo. Precisamos mandar alguém pra lá agora.
- Vou ver qual jornalista está livre da pauta.
A subeditora caminhou então em direção à equipe de reportagem. O repórter ficou tenso. Pensou na mulher. Na piscina aquecida com cascata. No puff erótico. No teto solar. No futuro do seu casamento. Não sabia como agir. Só não queria acabar a noite ao lado de Paulinho Bigorna.
O que fazer quando rolar uma pauta inesperada aos 45 do segundo tempo, na exata hora de ir embora? Este é o tema da nova enquete do blog. Simular uma caganeira e fugir para o banheiro? Fingir que vai amarrar o cadarço do sapato e se esconder embaixo da mesa? Jogar um colega desavisado na fogueira? Dizer que precisa visitar um parente que está morrendo no hospital? Ou tocar um “foda-se” e enfrentar a situação sem medo? A votação está aberta.
A pesquisa que acabou de acabar – Que hashtag no Twitter melhor definiria a vida de um jornalista? – foi bastante equilibrada, com um empate no primeiro lugar. As opções “#CadeOMeuAumento” e “#PrecisoDeUmCafeUrgente” ficaram com 31% dos votos cada. As alternativas “#PlantaoDeMerda”, “#RIPMeuDiploma” e “#SouMasoquistaMesmo” também foram bastante lembradas, prova de que é difícil definir, em apenas uma frase, a vida deste bicho complexo que é o jornalista.
Seu único consolo era que, naquela noite, sairia com a mulher para celebrar o primeiro aniversário de casamento. Tinha até reservado uma suíte chique de motel, do tipo que tem piscina aquecida com cascata, puff erótico e teto solar, ideal para destruir as finanças de um jornalista. Amava a mulher. Mas, no final da tarde, quando já se aprontava para escapar da redação, ouviu uma terrível conversa entre o editor e a subeditora do caderno.
- A polícia pegou o Paulinho Bigorna.
- O maníaco que só ataca gordinhas?
- Esse mesmo. Tá no DP de Capão Redondo. Precisamos mandar alguém pra lá agora.
- Vou ver qual jornalista está livre da pauta.
A subeditora caminhou então em direção à equipe de reportagem. O repórter ficou tenso. Pensou na mulher. Na piscina aquecida com cascata. No puff erótico. No teto solar. No futuro do seu casamento. Não sabia como agir. Só não queria acabar a noite ao lado de Paulinho Bigorna.
O que fazer quando rolar uma pauta inesperada aos 45 do segundo tempo, na exata hora de ir embora? Este é o tema da nova enquete do blog. Simular uma caganeira e fugir para o banheiro? Fingir que vai amarrar o cadarço do sapato e se esconder embaixo da mesa? Jogar um colega desavisado na fogueira? Dizer que precisa visitar um parente que está morrendo no hospital? Ou tocar um “foda-se” e enfrentar a situação sem medo? A votação está aberta.
A pesquisa que acabou de acabar – Que hashtag no Twitter melhor definiria a vida de um jornalista? – foi bastante equilibrada, com um empate no primeiro lugar. As opções “#CadeOMeuAumento” e “#PrecisoDeUmCafeUrgente” ficaram com 31% dos votos cada. As alternativas “#PlantaoDeMerda”, “#RIPMeuDiploma” e “#SouMasoquistaMesmo” também foram bastante lembradas, prova de que é difícil definir, em apenas uma frase, a vida deste bicho complexo que é o jornalista.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
O jornalista e o Twitter
Quando vi o Twitter ser capa da revista Veja, refleti: “Será que está faltando assunto? Será que está faltando denúncia contra o PT?”. Mas não. A questão é que o Twitter tornou-se realmente um canal de comunicação interessante e “barulhento”, tanto que até um velho como eu, jornalista que aprendeu a produzir notícias em máquinas de escrever, criou uma conta por lá (@duda_rangel).
A nova enquete deste blog tem a ver com o Twitter. Que hashtag melhor definiria a vida de um jornalista? Para quem não sabe, hashtag é uma palavra-chave ou uma expressão que explica e resume uma informação, uma idéia, uma campanha. Ajuda na classificação e na busca das mensagens postadas. As opções de hashtag desta enquete são variadas: #CadeOMeuAumento, #PlantaoDeMerda, #RIPMeuDiploma, #DiaSemReleaseTrash, #SouMasoquistaMesmo e #PrecisoDeUmCafeUrgente. Escolha suas preferidas! Você pode votar em mais de uma alternativa.
A pesquisa que acabou de ser encerrada – O que os jornalistas deveriam fazer nas tribunas dos estádios da Copa do Mundo para escancarar o seu lado torcedor? – teve vitória da alternativa “Mijar num copinho plástico d’água e jogar na cabeça dos jornalistas argentinos”, com 44% dos votos. Na segunda colocação, com 25%, ficou a opção “Levar uma geladeira de isopor cheia de latinhas de cerveja”. Sem dúvida, eram as alternativas favoritas, afinal quem não gosta de uma cervejinha e de sacanear um argentino?
A nova enquete deste blog tem a ver com o Twitter. Que hashtag melhor definiria a vida de um jornalista? Para quem não sabe, hashtag é uma palavra-chave ou uma expressão que explica e resume uma informação, uma idéia, uma campanha. Ajuda na classificação e na busca das mensagens postadas. As opções de hashtag desta enquete são variadas: #CadeOMeuAumento, #PlantaoDeMerda, #RIPMeuDiploma, #DiaSemReleaseTrash, #SouMasoquistaMesmo e #PrecisoDeUmCafeUrgente. Escolha suas preferidas! Você pode votar em mais de uma alternativa.
A pesquisa que acabou de ser encerrada – O que os jornalistas deveriam fazer nas tribunas dos estádios da Copa do Mundo para escancarar o seu lado torcedor? – teve vitória da alternativa “Mijar num copinho plástico d’água e jogar na cabeça dos jornalistas argentinos”, com 44% dos votos. Na segunda colocação, com 25%, ficou a opção “Levar uma geladeira de isopor cheia de latinhas de cerveja”. Sem dúvida, eram as alternativas favoritas, afinal quem não gosta de uma cervejinha e de sacanear um argentino?
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
A Copa do Mundo liberta o jornalista!
Há uns raros que assumem a paixão clubística publicamente, mas os jornalistas esportivos, no geral, preferem não revelar o clube de coração. É claro que todos têm um clube de coração, porque, muito antes de serem jornalistas, todos já eram torcedores. Mas os profissionais quase decentes do esporte não gostam de misturar as coisas. Jornalismo exige isenção e credibilidade. Então por que não fazer um esforço para fingir credibilidade?
A preocupação em ser isento, ou melhor, em parecer isento, tem uma exceção: a Copa do Mundo. Nos Mundiais, os jornalistas mandam a hipocrisia para a casa do caralho e torcem pelo Brasil sem o menor pudor. Aliás, jornalistas de vários países torcem por suas seleções na maior cara dura. As tribunas de imprensa dos estádios da Copa chegam a lembrar, em alguns momentos, a geral do Maracanã. A única diferença é que os jornalistas não carregam imagens da Nossa Senhora da Aparecida nos ombros.
Todo mundo critica o ufanismo do Galvão Bueno, mas tem muito jornalista brasileiro em Copa do Mundo que canta o hino nacional com a mão no peito. Se estivesse num fórum mundial sobre direitos humanos ou igualdade social, ele teria até vergonha de dizer que é brasileiro, mas, na Copa Mundo, tem é orgulho. Veste, inclusive, uma camisa amarela para aumentar a identificação. Jornalista brasileiro nos estádios da Copa xinga o juiz, o técnico retranqueiro, o zagueiro perna-de-pau e os jornalistas do país adversário que, sem a menor ética – “que ridículos” –, também torcem pela seleção de seu país.
A nova enquete do blog, em ritmo de Copa do Mundo, quer saber que comportamento deveriam adotar os jornalistas brasileiros nas tribunas de imprensa dos estádios na África do Sul para escancarar este lado torcedor. Levar uma geladeira de isopor cheia de latinhas de cerveja? Mijar no copinho d’água e jogar na cabeça dos jornalistas argentinos? Criar musiquinhas como “eu sou jornalista brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”? Promover a “ola” com seus notebooks nas mãos? Bons votos!
A pesquisa que acabou de ser encerrada – O que você faria caso seu filho (ou futuro filho) revelasse que, assim como você, também quer estudar jornalismo? – teve a vitória da alternativa “Eu o apoiaria, afinal é uma profissão digna e apaixonante”, com 37% dos votos. Mas como todas as outras três alternativas eram contrárias à transmissão da profissão para a geração seguinte, posso dizer apenas uma coisa: há controvérsias.
A preocupação em ser isento, ou melhor, em parecer isento, tem uma exceção: a Copa do Mundo. Nos Mundiais, os jornalistas mandam a hipocrisia para a casa do caralho e torcem pelo Brasil sem o menor pudor. Aliás, jornalistas de vários países torcem por suas seleções na maior cara dura. As tribunas de imprensa dos estádios da Copa chegam a lembrar, em alguns momentos, a geral do Maracanã. A única diferença é que os jornalistas não carregam imagens da Nossa Senhora da Aparecida nos ombros.
Todo mundo critica o ufanismo do Galvão Bueno, mas tem muito jornalista brasileiro em Copa do Mundo que canta o hino nacional com a mão no peito. Se estivesse num fórum mundial sobre direitos humanos ou igualdade social, ele teria até vergonha de dizer que é brasileiro, mas, na Copa Mundo, tem é orgulho. Veste, inclusive, uma camisa amarela para aumentar a identificação. Jornalista brasileiro nos estádios da Copa xinga o juiz, o técnico retranqueiro, o zagueiro perna-de-pau e os jornalistas do país adversário que, sem a menor ética – “que ridículos” –, também torcem pela seleção de seu país.
A nova enquete do blog, em ritmo de Copa do Mundo, quer saber que comportamento deveriam adotar os jornalistas brasileiros nas tribunas de imprensa dos estádios na África do Sul para escancarar este lado torcedor. Levar uma geladeira de isopor cheia de latinhas de cerveja? Mijar no copinho d’água e jogar na cabeça dos jornalistas argentinos? Criar musiquinhas como “eu sou jornalista brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”? Promover a “ola” com seus notebooks nas mãos? Bons votos!
A pesquisa que acabou de ser encerrada – O que você faria caso seu filho (ou futuro filho) revelasse que, assim como você, também quer estudar jornalismo? – teve a vitória da alternativa “Eu o apoiaria, afinal é uma profissão digna e apaixonante”, com 37% dos votos. Mas como todas as outras três alternativas eram contrárias à transmissão da profissão para a geração seguinte, posso dizer apenas uma coisa: há controvérsias.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Pais e filhos
O filho estava cinco minutos atrasado, mas pareciam cinco horas, tamanha era a ansiedade de seu pai. O que ele teria de tão importante para revelar?, pensava o velho.
O filho não deu pista alguma. Será que o Bruno, aquele seu amigo muito próximo, é muito mais do que um amigo? Será que ele engravidou a faxineira? Será que ele decidiu abandonar o nosso time de coração para torcer pelo rival? Será que ele montou um grupo de pagode? O pai pensou nas possibilidades mais terríveis, sofreu, chorou, assumiu seus erros, eximiu-se de seus erros. No fim, decidiu que apoiaria seu filho qualquer que fosse a revelação.
- O quê, filho? Eu não acredito! Melhor, eu não aceito!
- Pai, é o que eu quero. Só serei feliz assim.
- Mas, filho, por que estudar jornalismo? Já não basta a miséria de seu pai? Por que repetir o meu erro? Eu aceitaria tudo, tudo mesmo, até ser o sogro do Bruno, mas ter um filho jornalista não dá. Te criei com tanto carinho!
O que você, meu caro leitor ou leitora, faria caso seu filho (ou futuro filho) quisesse estudar jornalismo, como você? A nova enquete do blog está no ar! Não deixe de votar!
A pesquisa que acabou de ser encerrada – Qual a maior roubada para um jornalista na cobertura eleitoral? – teve uma disputa apertadíssima, com vitória da alternativa “Ter de falar bem do ‘candidato do jornal’ para manter o emprego”, com 43% dos votos. Em segundo lugar, com 37%, ficou a opção “Perder um domingo de folga para ir a um comício na PQP”.
O filho não deu pista alguma. Será que o Bruno, aquele seu amigo muito próximo, é muito mais do que um amigo? Será que ele engravidou a faxineira? Será que ele decidiu abandonar o nosso time de coração para torcer pelo rival? Será que ele montou um grupo de pagode? O pai pensou nas possibilidades mais terríveis, sofreu, chorou, assumiu seus erros, eximiu-se de seus erros. No fim, decidiu que apoiaria seu filho qualquer que fosse a revelação.
- O quê, filho? Eu não acredito! Melhor, eu não aceito!
- Pai, é o que eu quero. Só serei feliz assim.
- Mas, filho, por que estudar jornalismo? Já não basta a miséria de seu pai? Por que repetir o meu erro? Eu aceitaria tudo, tudo mesmo, até ser o sogro do Bruno, mas ter um filho jornalista não dá. Te criei com tanto carinho!
O que você, meu caro leitor ou leitora, faria caso seu filho (ou futuro filho) quisesse estudar jornalismo, como você? A nova enquete do blog está no ar! Não deixe de votar!
A pesquisa que acabou de ser encerrada – Qual a maior roubada para um jornalista na cobertura eleitoral? – teve uma disputa apertadíssima, com vitória da alternativa “Ter de falar bem do ‘candidato do jornal’ para manter o emprego”, com 43% dos votos. Em segundo lugar, com 37%, ficou a opção “Perder um domingo de folga para ir a um comício na PQP”.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Decifre-o ou o derivativo te devora
Muitos jornalistas têm uma dificuldade enorme em dominar a economia doméstica. Não entendem sequer a equação “salário de fome + gastos excessivos = cheque especial”. Compreender o complexo cenário macroeconômico brasileiro ou mundial, então, torna-se missão duríssima. Ignorância é um fator que inibe muito jornalista de trabalhar na área. É mais fácil questionar o Dunga, que escalou o Josué, do que criticar os caras do Copom, com seus vieses de alta e baixa. A recém-encerrada enquete – Qual a editoria mais chata para um jornalista trabalhar? – teve vitória folgada de “Economia”, com 42% dos votos.
Quando a última grande crise financeira estourou nos Estados Unidos e no mundo, muito jornalista ficou com cara de “o que é subprime?” ou “que porra é essa de derivativo?”. Com certeza, teve jornalista que pensou que o Lehman Brothers era um grupo de rap ou uma companhia circense. Trabalhar em Economia exige dedicação, estudar diversos assuntos e, principalmente, ler bastante o próprio noticiário de Economia e conversar com quem entende. É por esta razão que é tida como uma editoria chata.
Lembro-me muito bem de uma jornalista foca, que manjava pouco de Economia. O máximo a que estava acostumada neste campo era fazer a gestão dos trocados que recebia mensalmente, que ela carinhosamente chamava de salário. Fazia contas simples, para saber, por exemplo, a miséria que seria destinada a pagar o aluguel ou às viagens de ônibus. Quando foi parar no caderno de Economia, mal sabia a diferença de milhões, bilhões ou trilhões. Teve de começar a perceber a grandiosidade dos zeros à direita.
Mas ela aprendeu tudo sobre os zeros à direita. E sobre muitas outras coisas mais. Hoje, domina vários assuntos econômicos. No auge da crise, era ela quem explicava aos jornalistas mais jovens da redação o que era a porra do derivativo. Mas, apesar da evolução de seu conhecimento, ela continua cometendo um erro básico, pois não aprendeu que “salário (ainda) de fome + gastos excessivos = cheque especial”.
A nova enquete, já no ar, quer saber qual a maior roubada para um jornalista na cobertura de uma eleição. Falar bem do “candidato do jornal” para manter o emprego? As velhas ladainhas dos políticos? Acompanhar um comício na PQP no domingo que seria de folga? A eleição está aí. Não deixe de votar!
Quando a última grande crise financeira estourou nos Estados Unidos e no mundo, muito jornalista ficou com cara de “o que é subprime?” ou “que porra é essa de derivativo?”. Com certeza, teve jornalista que pensou que o Lehman Brothers era um grupo de rap ou uma companhia circense. Trabalhar em Economia exige dedicação, estudar diversos assuntos e, principalmente, ler bastante o próprio noticiário de Economia e conversar com quem entende. É por esta razão que é tida como uma editoria chata.
Lembro-me muito bem de uma jornalista foca, que manjava pouco de Economia. O máximo a que estava acostumada neste campo era fazer a gestão dos trocados que recebia mensalmente, que ela carinhosamente chamava de salário. Fazia contas simples, para saber, por exemplo, a miséria que seria destinada a pagar o aluguel ou às viagens de ônibus. Quando foi parar no caderno de Economia, mal sabia a diferença de milhões, bilhões ou trilhões. Teve de começar a perceber a grandiosidade dos zeros à direita.
Mas ela aprendeu tudo sobre os zeros à direita. E sobre muitas outras coisas mais. Hoje, domina vários assuntos econômicos. No auge da crise, era ela quem explicava aos jornalistas mais jovens da redação o que era a porra do derivativo. Mas, apesar da evolução de seu conhecimento, ela continua cometendo um erro básico, pois não aprendeu que “salário (ainda) de fome + gastos excessivos = cheque especial”.
A nova enquete, já no ar, quer saber qual a maior roubada para um jornalista na cobertura de uma eleição. Falar bem do “candidato do jornal” para manter o emprego? As velhas ladainhas dos políticos? Acompanhar um comício na PQP no domingo que seria de folga? A eleição está aí. Não deixe de votar!
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Existe pauta após a morte?
O jornalista chegou à entrada do Céu com pressa, a mesma pressa que sempre teve quando era vivo – aliás, se não fosse por ela, teria, ao menos, olhado para os lados antes de atravessar a rua no fatídico dia. Mas isso não vem mais ao caso. Tentou avançar rapidamente pela porta do Céu, mas foi barrado por São Pedro.
- O que você quer aqui, filho de Deus?
- Bom dia, São Pedro. Então, tô com uma matéria urgente. Preciso apurar se existe vida após a morte! E, aproveitando que você falou em Deus, também quero uma exclusiva com Ele.
São Pedro franziu a testa. Disse que, para entrar no Céu, era preciso estar credenciado. Aquela carteirinha da Fenaj que o jornalista segurava nas mãos não tinha o menor valor lá. E, para conseguir a tal credencial celestial, o jornalista deveria preencher um formulário, pagar uma taxa e apresentar uma ficha de antecedentes criminais jornalísticos.
- É para saber se você, em vida, não aceitou nenhum suborno para deixar de publicar uma matéria ou se difamou um pobre inocente, explicou São Pedro.
Sobre a exclusiva com Deus, o santo disse que era necessário entrar em contato com o assessor de imprensa d'Ele e tentar uma vaga na disputada agenda. Muitos jornalistas estavam na fila. O jornalista, muito vivo, apesar de morto, deu sua última cartada.
- São Pedro, façamos um trato: você me libera a entrada já e eu prometo que, quando escrever o texto, te encaixo na matéria. Falo bem de você, desse trabalho bacana que você desenvolve aqui na portaria. Aliás, que barba a sua, hein? Bem moderna!
Na pesquisa que acabou de ser encerrada – Qual dos epitáfios de jornalista é o mais espirituoso? –, a alternativa “Enfim vou poder apurar se existe vida após a morte” ganhou com 43% dos votos. A nova enquete, já no ar, quer saber qual a editoria mais chata para um jornalista trabalhar. Não deixe de votar!
- O que você quer aqui, filho de Deus?
- Bom dia, São Pedro. Então, tô com uma matéria urgente. Preciso apurar se existe vida após a morte! E, aproveitando que você falou em Deus, também quero uma exclusiva com Ele.
São Pedro franziu a testa. Disse que, para entrar no Céu, era preciso estar credenciado. Aquela carteirinha da Fenaj que o jornalista segurava nas mãos não tinha o menor valor lá. E, para conseguir a tal credencial celestial, o jornalista deveria preencher um formulário, pagar uma taxa e apresentar uma ficha de antecedentes criminais jornalísticos.
- É para saber se você, em vida, não aceitou nenhum suborno para deixar de publicar uma matéria ou se difamou um pobre inocente, explicou São Pedro.
Sobre a exclusiva com Deus, o santo disse que era necessário entrar em contato com o assessor de imprensa d'Ele e tentar uma vaga na disputada agenda. Muitos jornalistas estavam na fila. O jornalista, muito vivo, apesar de morto, deu sua última cartada.
- São Pedro, façamos um trato: você me libera a entrada já e eu prometo que, quando escrever o texto, te encaixo na matéria. Falo bem de você, desse trabalho bacana que você desenvolve aqui na portaria. Aliás, que barba a sua, hein? Bem moderna!
Na pesquisa que acabou de ser encerrada – Qual dos epitáfios de jornalista é o mais espirituoso? –, a alternativa “Enfim vou poder apurar se existe vida após a morte” ganhou com 43% dos votos. A nova enquete, já no ar, quer saber qual a editoria mais chata para um jornalista trabalhar. Não deixe de votar!
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